<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477</id><updated>2011-12-31T16:46:10.048-02:00</updated><title type='text'>CONVERSAS BIZANTINAS</title><subtitle type='html'>Porque não compreendo o que faço: porque não faço esse bem que quero: mas o mal que aborreço, esse é que faço. (Rom 7,15)

tanjakrm@gmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>189</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4652224843146035932</id><published>2011-12-31T16:46:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T16:46:10.057-02:00</updated><title type='text'>Afetação</title><content type='html'>Você me quer. Vejo pelos seus olhos nada oblíquos que você gostaria de me puxar para bem pertinho de você. O calor das minhas palavras gira em seu peito. Minha figura perturba o seu repouso. Eu sei, meio que sem saber, um tantinho sonsa. Confesso que seu desejo também me afeta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz parte do modo usual olhar sem ser visto, afetar sem ser afetado.  A indiferença me aumenta, conheço o jogo. (É ridículo, mas assim tambem  se vive.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me quer mesmo? Apenas projeto uma sombra  agradável. Sou desenho de uma figura em despedida. Sou como quem olha  para trás pela última vez o morro, pequenininho a cada vez. Minha  composição é o luto. Tudo em mim é levado pelo mar. Na minha testa  carrego a marca da caducidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você me quiser, terá apenas vaidade. Como usual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4652224843146035932?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4652224843146035932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4652224843146035932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2011/12/afetacao.html' title='Afetação'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7479434658869576038</id><published>2011-12-29T02:28:00.000-02:00</published><updated>2011-12-29T02:28:17.283-02:00</updated><title type='text'>Tarde de terça (II)</title><content type='html'>Esta esfera parece se espelhar numa outra. Há até momentos em que ambas parecem uma só. Os homens esculpem o busto da Concórdia, coroam-na e se rejubilam na ara sagrada. Mal é necessário o bendito fruto da terra. A companhia de um mundo repleto de astros familiares já basta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a semelhança reforça a nossa condição. Não lá, não, mas aqui os astros caem. Catástrofe chama catástrofe, série ininterrupta. A ciência foge de nós, e fica um espanto. Com ele a tudo contemplamos, até que nós mesmos enfim cessamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, dor do engano! Esta esfera só é bela porque é só um espelho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7479434658869576038?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7479434658869576038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7479434658869576038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2011/12/tarde-de-terca-ii.html' title='Tarde de terça (II)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7563868701799235801</id><published>2011-12-29T02:02:00.001-02:00</published><updated>2011-12-29T02:31:05.211-02:00</updated><title type='text'>Tarde de terça</title><content type='html'>Caminhamos pela rua, despreocupados. Contamos apenas com o próximo riso, com a graça companheira. Seguimos repletos de coragem juvenil. Seguimos... Até que vozes familiares se tornam estranhas, adquirindo um tom lento e pesado. No meio do caminho, se levanta o obstáculo perturbador. O espírito se desfaz na torrente primitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só então nos deparamos que as estações têm mesmo um fim. Antes a cultura era livresca, mas vemos agora que é verdade mesmo que as folhas caem. Caem, uma a uma. Sem cessar. A árvore da rua está ali, mas não será como era. O campo tão verde agora é seco, e a flor desce. O solo estipula seu preço, depois de tanto dar o sustento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse bosque estrangeiro, em breve as sombras cobrirão nossos passos. Sequer haverá um passado de que se lamentar como melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, ficamos só nós, os covardes. Os valentes, todos já se vão primeiro. Choramos e nos lamentamos, espantados pela idiotia frequente, que nenhuma experiência pode satisfazer, jamais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7563868701799235801?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7563868701799235801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7563868701799235801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2011/12/tarde-de-terca.html' title='Tarde de terça'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4241022969902404763</id><published>2011-10-20T01:38:00.000-02:00</published><updated>2011-10-20T01:38:17.663-02:00</updated><title type='text'>Pra lá, pra cá</title><content type='html'>I &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite fria vem, pronta a me arrepiar. E estou mais uma vez sozinha. Sozinha. Curiosidade estranha me faz levar minha mão fria (por que sempre está gelada?) à testa e ao pescoço. Em cima nem tanto, mas bem no pescoço alguma vida corre, palpitante. O que me leva ao peito. Mania estranha. Sempre confiro o coração. Com freqüência, ele está agitado. Com freqüência, a menos que a solidão me subjugue. É quando a palpitação se harmoniza com a cadência melancólica da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sequer posso me distrair com as estrelas, com tantas nuvens no céu. As horas estão indecisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinha ou não? Ambos são ruins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vai mal meu coração! Porque vejo alguém um pouco mais perto, e me desfaleço. Fantasia, até quando abusará da minha vontade? Me dão três notas e já emendo uma opereta! Às vezes, proferem encantos que só eu sinto, eu, tola. Não, não quero. Não obstante, insisto em desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você me fala de amores, penso: inclina o ouvido, ouça o que tenho de mais profundo. Será que você espera por alguma coisa? Preciso sempre agir com desembaraço forçado e tranqüilidade arrepiada. Duas ou três frases nos aproximam tanto e tanto nos afastam... Tudo que digo e faço é pontilhado por um exercício de autodomínio. No entanto, a tensão me conserva em alerta. Quero me aproximar, e me insinuo, discreta. Mas se me aproximo demais, me sinto perdida. A força demoníaca da separação me dissolve quando fico perto demais de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto, noutra parte está uma brisa. Fantasia ou não, uma outra presença me força um sorriso. Dali emana um frescor qualquer juvenil, que me recorda uma existência leve e inocente. Ah, que pensar de agir como se as possibilidades fossem um brinquedo? Assim já fui, talvez sonsa diante da Providência. Que mais dizer? A postura, o sorriso, a voz, encantos que formam uma vida gostosa. A aproximação é como uma viagem à Itália. Lá, todo mármore testemunhou uma façanha. Cupido carrega o sol, e nem um Iago pode deixar de agradecer ao irmão celeste. Fantasia ou não, essa outra presença me força um sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4241022969902404763?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4241022969902404763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4241022969902404763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2011/10/pra-la-pra-ca.html' title='Pra lá, pra cá'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3086692627327102007</id><published>2011-02-28T10:39:00.000-03:00</published><updated>2011-02-28T10:39:24.817-03:00</updated><title type='text'>Romantismo</title><content type='html'>Se vivo, é no amor, pelo amor. Mesmo quando não amo. Se tento  objetivá-lo, perco-o. Ele não é a força do cálculo, nem os poderosos  fantasmas que me inspiram. É o mar, cuja ignota perspectiva me arrasta,  para adiante, em corrente, para além...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura áspera e indômita! Touro que se arrasta no céu, cujo olhar favorece ou desmembra. Fera que reage indócil à contemplação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, estranha violência. Quem pode inibi-la? Tudo no temor é parcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe o herói. Ensimesmado, ele maquina o puro instante. É quase  desprovido de necessidade. Qual bastão do mundo pode impedi-lo de  agarrar o monstro pelos chifres? Primitivo caçador, cujo olhar só se paga  com sangue. Existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prossigo impotente, subjugada na estação do amor. Aquele homem tão autocentrado vem como uma brisa. Nada posso fazer, senão encher meus pulmões. Provocação que comunica vida. Herói, quero ainda  mais viver...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3086692627327102007?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3086692627327102007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3086692627327102007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2011/02/romantismo.html' title='Romantismo'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1946935493319429051</id><published>2011-01-27T21:15:00.000-02:00</published><updated>2011-01-27T21:15:29.344-02:00</updated><title type='text'>Fissuras</title><content type='html'>Oh ruas, doces companheiras! Passo querendo aconchego, que só vocês me  dão. Vocês, que se esticam sob meus pés. Nada dizem, nada murmuram.  Expandem minhas desolações pelos limites da cidade. Desolações, cujas  patas me subjugam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal tenho fuga no pântano de asfalto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundo, onde você está? Bom seria se me absorvesse? Enquanto a última  estrela morre, outra vez me decomponho. Ou uma fera me consome. Aos  poucos me sorve? Razão do mundo, você engendra minha dor? Se eu erguesse  por contraste a minha fronte, periclitaria mais ainda por engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol me criva com desgostos. Nenhuma sombra é porto tranqüilo... Há  descanso para ossos partidos? Há dor mesmo ao repicar um sino. Um vento  oracular sibila princípios de fogo, aurigas da opressão e do conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha morada é um estranho adiante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1946935493319429051?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1946935493319429051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1946935493319429051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2011/01/fissuras.html' title='Fissuras'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4218820917471568043</id><published>2011-01-23T21:57:00.000-02:00</published><updated>2011-01-23T21:57:53.585-02:00</updated><title type='text'>Estupor</title><content type='html'>As circunstâncias. Como são voláteis! Mesmo se diante de você houver um alvo fixo, a vida que o arco empresta à flecha pode torná-la insubmissa. Há ainda o enigma da distância, último resguardo de todos os seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso me refugiar na regra do mundo, se até a alma mais íntima transita na onda do Deus-Rio de sangue? O momento impera; &lt;i&gt;ali&lt;/i&gt; você é a estância de um vago clamor concupiscente. Reina a torpeza dos mais antigos mandamentos do mundo. &lt;i&gt;Ali&lt;/i&gt; está você, inerte. Parece que um astro pousou um olhar maligno. Adianta culpar as etéreas influências? Nosso coração abriga muito desgosto. E as estações apenas sussurram; nós detemos a eloqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfaleço diante dessa pantera, a vida. Bem no meio da vida, estamos cercados... Pelo quê? Ah, recordações... Mesmo o bom Enéias se envolvia em luto e pranto, ao receber a visita de algumas musas. Melhor calar. Bastam as impressões do corpo, que já são demais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4218820917471568043?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4218820917471568043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4218820917471568043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2011/01/estupor.html' title='Estupor'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-55601119018688964</id><published>2010-11-23T10:22:00.000-02:00</published><updated>2010-11-23T10:22:40.354-02:00</updated><title type='text'>Busca</title><content type='html'>Minha vida. Tépida resistência. Sigo em frente como autômata. Um mero  elemento, sem deliberar. Morte é inteligir. Dois minutos de reflexão me  são venenosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando prestes a desabar. Ainda estou em pé, mas o prólogo da queda é infindável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propriedade da dor é se expandir como um gás. Nem é divisível. O mal  da alma é simples; tudo se contamina. A falta de sentido me desfaz. Luto  e tristeza prévias coroam o meu coração. Na calmaria do meu quarto,  desfaleço. Como desfaleço! O tumulto da rua me excita; também me corrói.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norte, onde está? Uma densa névoa esconde os pontinhos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;###&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se você fixar bem os seus olhos nos meus, vai ver que  suspiro pelo que já não sei bem se vou ter. Para além dos meus olhos, há  um fantasma acorrentado, que se agita. Busco iluminar essa fantasia, em vão. Tudo me parece borrado. Ainda assim, o estranho ente me  impulsiona. E me angustia. Angustia, pois os elementos opositivos ao meu  redor não se apaziguam. Eu mesma me fraturo, cada vez mais. A tristeza dedilha em minha alma uma sofrida canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó esplêndida faculdade, que cala  na alma aquilo que tanto se almeja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dói. Dói, pois a fantasia é como uma doce língua de fogo. Nunca a  toquei. Mas me queima, a ponto de meu rosto se avermelhar e eu gemer.  Nunca a senti. Mas ela rescende encantos quanto suspiro. Distante, me  instrui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão íngreme é a felicidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;###&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sou tão sem jeito com a vida... Erro tantas vezes de  alvo... Nem sei se me ajoelho com propriedade, nem sei se entôo direito  um Kyrie. Tarda impotência... Tímida, observo ao meu redor. Outros  seguem convictos de viver com sprezzatura. Me impressiono e me enamoro  fácil. Sou atraída pelo exímio arqueiro que tem diante dele o alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos portões da solidão, ouço uma litania. Oram por mim. Só o amor me  sustenta, com mão poderosa e braço estendido. O consolo é certo,  mas o juízo é difícil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-55601119018688964?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/55601119018688964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/55601119018688964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/11/busca.html' title='Busca'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8728976257553397075</id><published>2010-11-06T03:06:00.001-02:00</published><updated>2010-11-06T03:07:57.507-02:00</updated><title type='text'>Intranqüilidade</title><content type='html'>Companheiro, o que você faz comigo? Para onde me leva tanto desejo? Meu coração constrangido me dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carne é boa, perverso é o espírito. Ela se ajoelha humilde à  santidade do limitado. O espírito nunca se satisfaz. Quando pescado pela  boca, se contorce ainda mais rebelde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil me perder no horizonte, onde surge o astro das  águas. Quando delas brotam cristais matutinos, me surgem incontáveis  possibilidades de vida. (Meu Deus, às vezes tudo me parece uma estúpida  potência.) O mar se torna mais atraente, porém é mais fácil de se  afogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio na arte, filha do fazer. O bem exposto tranqüiliza a alma. É bom aquilo que emana de alguma forma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8728976257553397075?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8728976257553397075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8728976257553397075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/11/intranquilidade.html' title='Intranqüilidade'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3201565582630210933</id><published>2010-09-13T01:17:00.003-03:00</published><updated>2010-10-05T02:43:05.893-03:00</updated><title type='text'>Pecado grave</title><content type='html'>Ao ser chamada outra vez a esta vida, o mundo me pareceu demasiado caro. Por que soar o clarim ao meu corpo de exército? O chão se me afigura um atributo essencial. Não importa refletir os humores das esferas altaneiras. É mais soberano estar inerte ao bichinho mais humilde, e mesmo ao fragmento-irmão deste pesado globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas albergo atividade! Um mero atrito ainda me incendeia. Mesmo inerte, me comovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração é o trono de uma abominável desolação. Nutro a vileza corrosiva de ser a pura idéia que informa. Se você olhar de pertinho meus olhos, talvez veja que o céu me está ligado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3201565582630210933?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3201565582630210933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3201565582630210933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/09/pecado-grave.html' title='Pecado grave'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7050288597350912096</id><published>2010-06-08T01:54:00.000-03:00</published><updated>2010-06-08T01:54:01.705-03:00</updated><title type='text'>Felicidade</title><content type='html'>Às vezes, quero falar... Para quê? Por quê? Meu coração sempre se adianta à minha boca. Cada pedacinho do meu corpo participa do primeiro impulso. Se eu fosse toda absorvida pelo verbo, sentido e presença não seriam mais enigma. Minha alma seria imediata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dizer do grande consórcio harmônico de nuvens e de luzes, de corpos e de anjos? Eles simpatizam comigo. De algum modo, compartilho do consórcio também. Todo pressentimento basta. A intuição é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;###&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, caminho como se estivesse me despedindo de uma querida montanha. A apatia é suave, não nego. Um breve sorriso é desenhado na superfície da minha alma. Que há no fundo? Não sei. Nem sinto que seja uma ignorância torpe. Apenas respiro fundo, preenchendo os pulmões com o máximo de mistério. A atmosfera prenuncia qualquer coisa luminosa. A imensidade não se instala bem nos sentidos.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;###&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se me deixo levar pela suave torrente do verbo, como não entoar louvores? Como não me unir à milícia de anjos, de tudo o que me precede e me cerca? Como não sentir já o sol que não declina, que queima impiedoso o que não é matéria da última felicidade? As próprias aves circulam hipnotizadas no céu, diante do movimento das esferas celestes. Tudo podemos pressentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve, bela vida! Salve, esplendor da verdade! Participamos da mais imensa glória, como pedras preciosas incrustadas na régia coroa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7050288597350912096?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7050288597350912096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7050288597350912096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/06/felicidade.html' title='Felicidade'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-2773085590553069991</id><published>2010-06-04T00:11:00.000-03:00</published><updated>2010-06-04T00:11:26.049-03:00</updated><title type='text'>Caminho</title><content type='html'>Como são misteriosos os caminhos de Deus, Theotokos! Tudo parece obscuro. Ao contemplar o céu noturno, respiro bem fundo. Me lanço a sondar minha vida. Diante do trono de Deus, a matéria escura passa a ser uma forma escolhida. O que antes parecia desarranjado, agora se torna bem pensado. Por toda a minha vida, agora vejo passar cadeias cintilantes. Elas fazem um som que só a crescente meditação noturna (anos de esforço!) permite ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theotokos, como é possível não sermos o derradeiro movimento de uma vontade áulica? Todo instante é perfeito. Na carne, na planta, no vidro, no ar, em tudo habita o mais grave louvor. Não há solidão. Não há pontos desprovidos de contato. Só há uma impaciente espera radiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pisei tantas vezes na mais cálida via! Ah, mas o ígneo caminho regenera. O sentido cobra à morte tudo o que lhe é devido. Por necessidade, resiste sempre o que nos informa. Só assim nossa vida nos é restituída.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-2773085590553069991?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2773085590553069991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2773085590553069991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/06/caminho.html' title='Caminho'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7697189114069215184</id><published>2010-03-25T05:19:00.002-03:00</published><updated>2010-03-25T05:43:23.830-03:00</updated><title type='text'>Descrição de gente que conheço</title><content type='html'>&lt;div style="color: #741b47; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Uma fulana&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ela desafia com estranha liberdade a limitação dos princípios. A altivez se converteu em insensibilidade médica. O que para alguns não pode ser observado, ela estraçalha com golpes vivazes de consciência curva. O senso do dever está atrelado à simplicidade do conveniente. No estágio da prática, só é honrada a violência mais alta. (Aqui está a gentileza com o mais forte e dureza com o fraco.) Existe um aspecto cordial genérico, temperado pela conveniência mais prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compensar o atrevimento diante do que é grave, ela impõe limites tirânicos ao que é leve e inócuo. Há mesmo a impressão (falsa) de um amor à ordem e iniciativa. Toda boa máscara sustenta algo de concreto. Esse jogo sombreado hipnotiza e subjuga quem enxerga mal. Dependendo da perspectiva, não se vê como as atitudes dela são tingidas de má consciência. Mais de perto, tudo parece uma iniciativa feroz, dirigida a um fim ótimo. Nada mais natural que o aplauso sincero de muitas pessoas. Mais de longe, o fim é ilusão, pois o caminho não leva a nada fundamental. Não é difícil ser engolido por um enorme buraco. Quem tem larga visão é conduzido aos limites do ceticismo. Pode haver uma simples fuga, um sorriso de quem reconhece uma farsa ou o perigo do ressentimento plantado no coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como lidar com a fulana? Não seja conduzido pelos ouvidos. Não se impressione. Seja manso como um cordeiro, sagaz como uma serpente. Cheire os fatos antes de engolir belas idéias. Estoque a sua dor no patrimônio da experiência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7697189114069215184?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7697189114069215184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7697189114069215184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/03/descricao-de-gente-que-conheco.html' title='Descrição de gente que conheço'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-297671672537684953</id><published>2010-01-27T00:25:00.002-02:00</published><updated>2010-01-27T00:25:27.704-02:00</updated><title type='text'>Céu moderno</title><content type='html'>Enquanto uma música evocava o paraíso da alma em meu quarto, o céu lá fora cada vez mais se assemelhava ao barro. As tendências do mundo teriam mudado? Como demorei para notar! Talvez eu estivesse na mão da vontade inabarcável. Ou será que às portas dos meus trinta anos eu já sinto dificuldade de ler as páginas do evangelho deste mundo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para mim mesma, no espelho. Mudei pouco. O ar frio ainda me arrepia. A primeira natureza não me comoveu tanto. Tenho sido mais empurrada pelo artifício do hábito. Ou será do erro sistemático? Ambos, talvez. Quase não há atritos a me parar! Se por acaso um gênio livre me guia, por que me aporrinhar com escleroses prematuras? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também o céu moderno me causa felizes arrepios. Não corro para liberar minha contentação, que agora se torna escultura? O céu moderno inspira! Mesmo sendo igual ao que é, ele dá sempre uma nova luz. A vida repele com horror todo esquema burocrático. Ainda agora, flashs preparam lá no alto a dança feérica. Seres gigantes e disformes dançam cheios de vida, às custas do sossego das criaturas frágeis. Vejo-os no álbum animado celeste. Daqui do centro da minha vida, que por acidente agora é minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;###&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Que dizer dos traços enérgicos, rumo à estabilidade do belo? Homero já demonstrou que uma alma gentil é mais importante que uma visão aguda. Importa &lt;i&gt;demais&lt;/i&gt; a idade? As águias breves jamais desfrutaram da nossa aurora rósea, a surgir matutina. Como são &lt;i&gt;parte&lt;/i&gt; do cenário do mundo, elas não o aproveitam desde &lt;i&gt;fora&lt;/i&gt;. Assim é com toda a alma que não for gentil. Está condenada à triste e desesperançada imanência. Serão um tênue sussurro, como os espíritos que Ulisses uma vez viu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-297671672537684953?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/297671672537684953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/297671672537684953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/01/ceu-moderno.html' title='Céu moderno'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-5127365617502694032</id><published>2010-01-13T12:31:00.003-02:00</published><updated>2010-01-13T12:42:27.659-02:00</updated><title type='text'>Xênia</title><content type='html'>Oh! Eu me esforçava para comover as estrelas. Cheia da mais pura contrição, eu me negava, me negava, me negava. Espírito torto! Corpo traidor! Alma porca! Cada pontinho do meu corpo era um apocalipse. Imagens de serpentes e touros malvados devastando tudo me assaltavam. As reações do mundo pareciam sempre ameaçadoras. Ah, quanta fraqueza! Como sou vítima, vítima até de mim mesma! Em mim, meu mundo desaba. Minha sensibilidade ardia, no atrito com o mundo. Eu me perdia, ignorante. Como conservar a minha bondade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então uma voz gritou, assim: "MAS QUE SACO! VOCÊ FAZ AS CAGADAS E DEPOIS FICA CHORANDO, POSANDO DE 'OPRIMIDINHA'. TENHA VERGONHA, VÁ SE CONFESSAR, TRABALHE COMO *GENTE* E NÃO ENCHA MAIS O SACO, SUA MALA. Ô PORRA!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh... Se bem que assim acabo amando de verdade. Sim, sério...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-5127365617502694032?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5127365617502694032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5127365617502694032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/01/xenia.html' title='Xênia'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8224057488870900679</id><published>2010-01-11T12:48:00.000-02:00</published><updated>2010-01-11T12:50:10.588-02:00</updated><title type='text'>Alteração</title><content type='html'>Ah, esse enorme dia. Às vezes, nem enxergo direito o que me afeta. Não só a minha pele sofre. Meu coração crepita, e minhas palavras são quase todas um alívio torpe. O processo me dói. Por quê? Não sei, mas desconfio que nem quero saber. Fica mais fácil sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo poeta, você já disse ser assaltado pelo oculto Deus-Rio de sangue. Dormi muito mal impressionada com a sua voz. Por que só você teria o monopólio do divino feridor? Minha vida não é tão diferente da sua. Hoje mesmo acordei alterada; meu peito parecia um estranho. Eu queria mesmo saber por que você insiste em riscar traços plácidos em minha face. É irritante a sua insistência em me atravessar com seu olhar, no lugar de deslizar no meu. Como é frustrante ser tomada por um estado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho os seus esforços, sinto a sua vontade agitada de encontrar paz (em meu peito?), mas não sei se recuo um pouquinho. Se você soubesse como me agrada sentir cheiro de sangue, não sei se me amaria mais. Apelo a uma pedagogia qualquer, girando meu coração bem aos pouquinhos. Se eu tivesse certeza dos bons resultados sobre você, eu despencaria feito a tormenta sobre a terra. Como é admirável o poder do trovão que abala até as pedras! Mas é bom fulminar alguém? Não sei. Às vezes, tenho medo dos meus amores tão homicidas. Só que às vezes é prova de vida apelar à morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me equilibro em todos os pontos. Exceto um. Meu segredo. Fonte de minha excentricidade. Dentro do conjunto, passo despercebida. Ao olhar mais amigo, talvez eu seja vista em contínuo abalo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8224057488870900679?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8224057488870900679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8224057488870900679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/01/alteracao.html' title='Alteração'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4136131767148186778</id><published>2010-01-11T00:25:00.001-02:00</published><updated>2010-01-11T00:27:47.208-02:00</updated><title type='text'>Má ação</title><content type='html'>A noite lutava pela vida, e reuni os meus sob uma fraca luz, e disse: "Matemo-lo. Se o fizermos morder a terra, seremos maiores. Ele é maior que nós todos. Mas uma terrível mão escura talvez o fira de morte. Vamos! A morte está conosco."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite cedeu o império ao dia. Mal dormi. A proximidade do sangue alheio me agitava. Só me levantei quando meu coração clamou por maldade. Cheia de hipocrisia, me larguei a dores e hesitações. Toda a maldade é mais livre se se prende a uma cadeia de necessidades. Bárbara, sorri para a insídia; minhas últimas interdições foram lavadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4136131767148186778?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4136131767148186778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4136131767148186778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/01/ma-acao.html' title='Má ação'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-42755155004213623</id><published>2010-01-06T02:47:00.000-02:00</published><updated>2010-01-06T02:48:50.314-02:00</updated><title type='text'>Coração impuro</title><content type='html'>Pequei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequei por cobiçar uma vida alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela era uma vida que não podia mais me dizer respeito. Mas a cobicei. Solitária. Com vagar. Com prazer. Eu a percebia, enquanto minha fantasia realçava a mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com perfeita calma, eu quis que tudo fosse indiferenciado. Se por um momento a tarde fosse como a madrugada... Com sorriso pérfido, conspirei com o meu coração: "Ah! Queria só uma chance! Como não seria?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os instantes selvagens forem a minha natureza, nutro simpatia ao ver obras antigas e delicadas despedaçadas. Minha dança só é mais viva se pelo menos uma só coisa fenecer por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então eu já estava na rua. De forma estranha, uma vaga sensação de dor me estimulava a perambular. Como eu gostaria de chamar um transeunte, só para rirmos juntos das nossas dores! Sim, existem dores maiores que a minha. Várias. Mas como a minha me dói!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Náufraga das minhas próprias fantasias, eu prosseguia empurrada pelas dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem em casa eu era mais livre. Com perfeita consciência, olhei até que ponto um pequeno homicídio não seria agradável para mim. Olhava o céu comovido, aquecida pelo pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peco. Sinto prazer homicida. Se minha vida fosse mais realçada, eu não hesitaria muito em fazer perder a vida alheia que mais me agradasse. Nem me preocuparia com a queda de belos vasos (não são meus). Não, não há bondade verdadeira no meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-42755155004213623?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/42755155004213623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/42755155004213623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2010/01/coracao-impuro.html' title='Coração impuro'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8549620443875803988</id><published>2009-12-28T04:40:00.000-02:00</published><updated>2009-12-28T04:47:49.648-02:00</updated><title type='text'>Tosca juventude</title><content type='html'>Pois muitos pensam que nós jovens vivemos selvagens, cheios de derradeiro ímpeto. Não! Estamos no pináculo da sinagoga de vidro. O mundo jaz lá embaixo, em pó. Se parecemos coabitar as nuvens, qual a razão de sermos pedestres da rusticidade? Nossos amores (e o santo tempo) prosseguem lentos, desejando a placidez do arco do céu.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Desejamos comover as próprias estrelas sempiternas. Desejamos delas o óleo da consagração. Desejamos ser como os deuses-reis. Sim, como os deuses-reis. Tanto desejo só se aplaca com sacrifícios, cuja periodicidade é assunto de cada estação. Viver no alto consiste em carnificina, sublime. A imperfeição advém de algum rival, que cobiça o nosso bem. Em nossa esfera, não há consórcio com o acidental. Correspondemos íntegros apenas a nós mesmos. Somente nos afeta o que trazemos em nós. O resto, o resto jaz descartado no vazio, coração do mundo.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Mas um dia, despencamos lá do alto. A contrariedade e a experiência implodem a sinagoga de vidro. O que restará dos deuses-reis, modelos de tanto sacrifício? O Filho de Hipérion caduca; só nos resta nos derramarmos também, pelas selvas noturnas. Na fúria das potências da noite, parecemos evolar. Clamam a verdade o áspero e o violento. Só parece haver vida no tumulto da feira.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Vida distendida ao acaso, impulso libérrimo pelo próprio impulso. Um rodopio do alto ao abismo, que a reclama. Com ouvidos fechados e olhar petulante, ela cava com as próprias unhas o momento derradeiro (loucura de quem foge de combates com anjos inexistentes). Se ela tivesse mesmo o mundo em conta, se uma vez só consultasse os sentidos, perceberia a grande fera de cobre, prestes a lhe destroçar. No fim, talvez ela não se incomodasse. Talvez se sentisse abençoada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8549620443875803988?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8549620443875803988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8549620443875803988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/12/tosca-juventude.html' title='Tosca juventude'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4223388843467645000</id><published>2009-11-22T22:41:00.001-02:00</published><updated>2009-11-22T22:43:22.551-02:00</updated><title type='text'>Sundae de domingo</title><content type='html'>Nada de cortesias amorosas.  Só expressões sensuais! Acima de tudo, desejo pelo concreto. Por que não adotar as vias mais simples? Nada que não vier dos sentidos não rola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o passo prático? Num forte calor, um sundae conquista o amor. Parte morango, parte baunilha. No alto, uma cerejinha. Calda... Dois tubetes. Quem não é simpático ao oferecê-lo? Quem sendo bom não se torna melhor ainda? Quando os meios são bem escolhidos, nenhum amor é difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sundae. Ai, sundae. Um, outro... Que alegria. Pago-os com bastante amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido, o ideal manifestado é o mais feliz. Uma boa formação é cultivada na experiência. Nada do que digo foi cochichado pelo meu travesseiro. Como me manifestar mais, se antes já fui tão completa? Por que só avanço em enigmas? São os meios tortuosos para reviver sozinha uma tarde que já morreu. Ao menos tudo decorre da mesma matéria, cuja finalidade antes conquistada agora se renova numa sorridente esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4223388843467645000?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4223388843467645000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4223388843467645000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/11/sundae-de-domingo.html' title='Sundae de domingo'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-2336653717699396106</id><published>2009-11-20T01:45:00.001-02:00</published><updated>2009-11-20T01:45:54.801-02:00</updated><title type='text'>Momento para morrer</title><content type='html'>Há dias bons para morrer? Talvez. É que parece haver dias em que tudo já basta. Não um "basta" cansado. Nos dias tardonhos, a teimosia é a virtude. Força é viver ainda mais uma vez. Ninguém deseja um dia mínimo. Quando a tristeza escorre pelo tempo cinza, por contraste somos sugados pela mais bela vida. Sempre é assim. A não ser que por esteticismo e irreverência se perca a vida. O "basta" verdadeiro é uma relativa plenitude. Um instante que não parece superável. Como se disséssemos aos quatro anjos que sustentam os cantos do mundo: "Não movam mais nada, por favor! Queremos aproveitar para sempre esse instante."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idolatria? Talvez. Por que não breves ensaios para a grande morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer no tempo é permanecer num instante inesgotável. A diferença entre homens e bichinhos é que estes não participam da morte. Quando morrem, é um fim completo. O homem, ele vai e volta. Ele toma a morte como se comesse um fruto. Sente prazer. Onde uns acabam, outros frutificam. A vida é mais suportável quando se sucedem breves mortes dessa natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a cadeia que une esses instantes? O que mantém tudo de pé? Mesmo espiando todos os dias o grande mundo pela janela, só tenho pressentimentos. A verdade é que esses momentos não provém de nada muito sublime. Nem há ocasião. Pode ser ao passar numa esquina calhorda. Pode ser ao andar devagar, numa rua esquecida pela agência de luz. Quem sabe se ao pisar fora de um supermercado, num dia cujo azul é um absurdo total? Às vezes, a graça atua pelo último homem imaginável! Ou ao olhar de modo insolente um planeta, que adora ignorar a intimidade alheia. Ou em cada minuto triunfal em que nos perdemos da vida, quando tudo é encarado como se fosse pela última vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-2336653717699396106?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2336653717699396106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2336653717699396106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/11/momento-para-morrer.html' title='Momento para morrer'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7923544269521790090</id><published>2009-10-24T19:18:00.002-02:00</published><updated>2009-10-24T19:27:16.552-02:00</updated><title type='text'>Morro porque não morro</title><content type='html'>Fizemos amizade quando ele disse: "Querida, que tal passearmos pelo jardim depois que morrermos?" Quando ele deu uns dois passinhos mais além, perguntei se ainda hoje nos encontraríamos. Ele: "Vou na frente, para preparar o nosso encontro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde uns tempos bem velhinhos, acho que essa conversa tem se repetido. Não pretendo ter sido a única a ouvi-la, nem que escuto melhor. Mas não dá para negar uma pontinha de orgulho. Às vezes, acho que isso vem de mim. Outra, que vem para mim. Na verdade, são os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando enfim me encontro, antes encontro a mim mesma com ele. Uma delícia ver sempre o novo. Eu sou eu e ele. Se ele não está comigo, não me salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, apenas me fixo num céu (quase escuro, em que dançam umas aves negras) que me aparece quadrilátero. Aqui, a música no rádio terminou; quase vou pegar um sorvete. A roupa lá no banheiro precisa ser lavada. Mas ainda com os sentidos prestigiados, meu coração quer se arrumar para o encontro de logo mais. Depois da morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7923544269521790090?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7923544269521790090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7923544269521790090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/10/morro-porque-nao-morro.html' title='Morro porque não morro'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3219458556170236379</id><published>2009-10-23T23:57:00.004-02:00</published><updated>2009-10-24T00:10:43.034-02:00</updated><title type='text'>Ao jovem sonhador (de uma crazy bitch)</title><content type='html'>Não seja fingido. Meus olhos não ficam mais atraentes, quando pintados com insolência? Quando me apronto com discreto fingimento, você não me acha mais amável? Quando suspiro grandezas bobas, você não me olha mais firme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você se sente atraído por mim, vou dizer uma coisa. Não tem nada melhor que o hiato entre seus olhos e eu. Se preciso do contato de uns, de você isso já basta. Posso dormir sempre satisfeita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3219458556170236379?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3219458556170236379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3219458556170236379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/10/ao-jovem-sonhador-de-uma-crazy-bitch.html' title='Ao jovem sonhador (de uma crazy bitch)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6495088952575159353</id><published>2009-10-23T23:45:00.002-02:00</published><updated>2009-10-23T23:51:29.318-02:00</updated><title type='text'>Sacer esto</title><content type='html'>Antes de o céu descer como águia flamejante, eu repousava às margens do plácido espelho d'agua. Eu não me acomodava solitária naquelas areias geladas. Mas como se assim estivesse, prossegui parada. Quando os alegres ventos também vieram compor a minha própria vida, o céu proclamou uma interdição: "Sacer esto". É verdade que algumas flechas de luz buscavam amores aleatórios, aqui e ali. Mesmo assim, uma pétala de minha própria vida era arrancada de mim. Ela foi consagrada às água. A superfície a devorou. Fui posta á revelia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali eu estava, mal integrada. Por teimosia, permaneci. (Tentativa tola de guardar o que já se perdeu.) O que dizer? Toda a minha arte era breve. O horizonte era absurdo. Meu corpo ensaiou alguns espamos. Muita dor provém do que escapa à língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só justificativas abstratas aplacam a dor momentânea. Mas sempre que elas giram, outra vez o céu diz: "Sacer esto". Feneço,   pétala em pétala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6495088952575159353?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6495088952575159353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6495088952575159353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/10/sacer-esto.html' title='Sacer esto'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1124880220173948645</id><published>2009-08-29T12:55:00.006-03:00</published><updated>2009-08-29T13:29:24.179-03:00</updated><title type='text'>Paixões de uma cativa</title><content type='html'>Minha Constantinopla foi arrasada. Terminei para sempre cativa. Respirei fogo. Me vi a fazer o que jamais faria. Mesmo o iníquo descansa em nossa natureza. A necessidade adormece o sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos passos eu lancei, tantas vezes me lamentei. Quando o mundo fechava seus olhos, eu seduzia meus prantos. Eu sussurrava: "Querida Constantinopla, onde estão os anjos terríveis? Muitas línguas de fogo guardavam os seus portões. O que houve com os muros ciclópicos? Eram tão brancos que podiam cegar. Deixei de ver as tramas douradas do mundo. Você adormece tranqüila. Seus amigos foram derramados nos vales. Se você se perdeu, vou me perder também."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria desabar, eu não queria parar de me mover. Tão esgotada eu estava, se parasse morreria. Fui a lembrança arruinada, de mim mesma e de outros mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, fico solitária em segredo, cercada de gente não santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pedem: "Eleve mais um cântico para nós, seus parentes forçados. Transmute sua bruta tristeza em fina alegria." Derramo na copa uma arte fugidia, celebrando: "Queridos irmãos, cantemos ao tempo, que tanto nos traga. Se ele nos toma em goles, vamos nos embriagar também!" Todos bebem satisfeitos (eu também) esse mistério que me consome. Cada gole me esquenta. Me embriago do que não sou. Vários sorrisos selvagens me tocam. Outros são quase uma dor. São paixões dolorosas de uma cativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1124880220173948645?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1124880220173948645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1124880220173948645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/08/paixoes-de-uma-cativa.html' title='Paixões de uma cativa'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8260851918647941400</id><published>2009-08-19T00:39:00.000-03:00</published><updated>2009-08-19T00:41:12.510-03:00</updated><title type='text'>Impenitência</title><content type='html'>Amigo, muitos pecados já cometi nessa vida. Sigo cometendo outros mais. Não é uma justiça mal pesada que mal me inclina. Nem é que a necessidade ilumina o indevido. Tampouco é pela carência simples de filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói o meu seio. Me apalpo. Há um tumor enorme. Não me surpreendo. Quase me alegro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto faço, pouco me arrependo, tranqüila me explico. O que invoca o veredicto da natureza pacifica a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plena de justificações no pulmão, corro leve à falsa medida. Sigo dando saltos, aqui e ali. Qual o sentido dos abismos da vida, se o fim não tivesse nada de profundo? Desabar da linha do justo confere à queda uma estranha proeza. Às vezes, nem mesmo aparece o abismo. Diante de um espelho de mistério, o mundo sensível é deslocado. Mesmo quando um dedo pesado invade o nervo, a agonia manifesta é a coroação da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tropeço nos meus próprios fingimentos. A dor que exprimo é metade chantagem. Se apenas caminho às margens da impenitência, é que o freqüente permanece estranho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8260851918647941400?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8260851918647941400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8260851918647941400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/08/impenitencia.html' title='Impenitência'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1581442597300046278</id><published>2009-08-12T02:25:00.002-03:00</published><updated>2009-08-12T02:31:09.461-03:00</updated><title type='text'>Momento</title><content type='html'>O tempo desce. Minha paixão também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deslizo um toque. Alguém estranha: "Suas mãos são tão frias..." Só basta um sopro cálido. Uma brisa suave, que entra pela minha boca. Que provoca as brasas no meu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras estão prestes a me desrespeitar. Só desejam uma dança, cujo poder é bárbaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo submissa o ritmo imposto. Posso sentir esse meu sangue vivo, que arrasta todo entendimento. Ah, sigo de atração em atração, até me ver nos olhos alheios. Pareço mais interessante no outro que em mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignoro a corrente estreita da noite. Nem posso seguir as baladas geladas. No alto,  a imensa Lua e o jardim do céu nos cobrem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1581442597300046278?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1581442597300046278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1581442597300046278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/08/momento.html' title='Momento'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4494499771953120518</id><published>2009-08-10T01:44:00.000-03:00</published><updated>2009-08-10T01:45:14.693-03:00</updated><title type='text'>Círculo mundano</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I Tara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa minha vida absurda, o pecado é a minha melhor companhia. Bem antes de surgir qualquer fogo no céu, ele já me emprestava calor. Bem antes de eu devorar a atmosfera do mundo, ele já me nutria. Mesmo descalço, ele sai para me atender, onde eu estiver. Espontâneo, ele me serve uma copa de ouro, transbordante de caprichos. Não há como comparar a presteza do pecado com a imobilidade ideal da virtude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nesse amor louco, não sou levada inteira. Certas partes resistem. Tudo me dói. Zonza, me sento. Descanso minha cabeça na minha mão. Fecho os meus olhos, abro o meu pulmão. Sufocada por idéias exóticas, tento decifrar as palpitações do meu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II Dispersão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todas as coisas descem, é difícil não descer também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quantos pedacinhos me formam. Não entendo muito bem de que natureza sou feita. Mas um pouco mais além, residem os objetos exteriores nada alheios a mim. Cada um deles me rouba um pouquinho. Sou pilhada enquanto há tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o dia se torna oblíquo, parte da minha vida naufraga no horizonte. Logo surge uma estátua viva de mim mesma, esculpida com o que foi derramado de mim mesma tantas vezes. Obedeço submissa às vontades de pedra. Após a volta derradeira, até ela sai carregada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessas influências dispersantes tão formidáveis, como posso me manter estável de verdade? A menos que estabilidade seja pilhagem e submissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;III Anel de ferro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia tropecei no baixo mundo, debaixo de signos visíveis e frios. Quando o filho de Hipérion veio cobrar os direitos dele, eu só tinha a oferecer então meu próprio sacrifício. Ao menos eu não estava só. Alguma companhia participava comigo do ritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobreviventes de um naufrágio noturno, errávamos de rua em rua. Mesmo sem forças nem razão, evitávamos os postos avançados da decadência. Alguns sonhos grotescos insistiam em não querer morrer, mesmo quando já deviam ter sido exorcizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras luzes são geladas, como a justiça destituída de misericórdia. Tremi. Não só de frio, mas de medo. Um certo pavor distante empalidecia devagar meus lábios.  Sacerdotisa impiedosa, eu tinha participado  do sacrifício do tempo delicado. Dragões vorazes foram honrados. Toda a minha furiosa paz noturna foi obtida com o sangue inocente. Só que tudo tinha sido inútil. Outra vez o efeito tinha cessado. Outra vez acabei me imolando para mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as partes desgarradas de mim mesma clamaram por justiça. Clamaram, e foram ouvidas. Tremi. Meu coração era esmagado pela mão poderosa do império misterioso. Eu devolvia cada alegria com altos juros de sofrimento. Onde quer que alegrias efêmeras estivessem gravadas em mim, ali minhas dores me destroçavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada seria  definitivo. O tempo renasceria outra vez. Com ele, minhas outras quedas. A cadeia permaneceria cerrada até a derradeira volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4494499771953120518?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4494499771953120518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4494499771953120518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/08/circulo-mundano.html' title='Círculo mundano'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7005620357191486592</id><published>2009-07-01T13:19:00.003-03:00</published><updated>2009-07-01T13:38:17.174-03:00</updated><title type='text'>Participação da vida</title><content type='html'>Estranha vida, onde você está? quem te guarda? Parece que em mim você falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doce canto passadiço, elogio da experiência principal, estímulo primeiro do mundo, as mais santas palavras. São tantos caquinhos que não consigo perceber qual é a ordem radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida cumprimenta tudo de passagem. Mal consigo tocar num fio de cabelo dessa fortuna veloz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só se procura aquilo de que já se participa. Se suspiro tanto pela vida, é vida que me informa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida vida, para onde você me guia? a quem você me destina? Parece que em mim falta um rumo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7005620357191486592?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7005620357191486592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7005620357191486592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/07/participacao-da-vida.html' title='Participação da vida'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8682306358295397323</id><published>2009-06-29T20:41:00.000-03:00</published><updated>2009-06-29T20:42:59.632-03:00</updated><title type='text'>Perspectiva moderna</title><content type='html'>&lt;div&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que chamam de amor gira o sol. Gira o mundo. Aqui, nessa ópera dos mendigos, cada grão de areia é agitado sem destino. O mundo é todo causado por algo sem propósito. Onde o caos absurdo se faz império, nada pode existir natureza. Filosofar é ocioso. Só existem aproximações (não, esbarrões). A vida, vida é um suposto método espasmódico e doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é uma impostura. Ela consiste em chorar muita dor (as pontas do mundo machucam). É preciso responder a ela com sorriso claudicante. Desconcerto. Por que o conflito? Somos recrutas numa disputa desmedida. Entrincheirados, não podemos, não queremos pensar. Só se vive se mal se pensa. A virtude está numa idéia: "Bem aventurados os que nada esperam, porque não serão decepcionados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é mundo? Acúmulo dos resíduos das fricções das enormes esferas. Alguns até são animados. Há nobreza até no pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deslizamos devagar, para o fundo do abismo. Caídos, precários, sozinhos, dispersos, no escuro, mudos para sempre. No alto (como se existissem locais fixos!), o sol volta a girar, aqui o mundo gira, movidos por algo que chamam de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que o filho de Hipérion renasce, ele toca a trombeta para nos despertar do sono. (Tudo vive em comunhão, as pessoas entre si e com o mundo.) Ainda misturados num estranho intervalo, despertamos confusos. Já se vive ou se morre? Veremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dia se preparam os vícios, de noite serão consumidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há pecado onde houver luz. A noite é o manto que esconde os feios detalhes de que somos formados. Ela nos dopa. Brincamos (de preferência a dois) de possibilidades que nunca se farão carne. Ocasião de parodiarmos os ensinamentos mais santos. Nada que dissermos será cumprido. Breves irresponsabilidades trarão longas amarguras. Tudo farsa, tudo ciranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros tempos da luz são os mais gelados. Gelados como a presença da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geme a aurora, rosada, face alva esbofeteada. A aurora traz sempre um crime diário. Geme a natureza, gememos nós. Tudo vive em comunhão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8682306358295397323?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8682306358295397323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8682306358295397323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/06/perspectiva-moderna.html' title='Perspectiva moderna'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6780885216067381073</id><published>2009-06-28T04:20:00.000-03:00</published><updated>2009-06-28T04:21:15.101-03:00</updated><title type='text'>Metereologia sacra</title><content type='html'>Disse um oráculo moderno: "A previsão é de um céu nublado, com pancadas de chuva no início da manhã." Linguagem técnica. O oráculo quis dizer é que o céu se ajoelhará contrito, cheio de emoção, ao se confessar antes da missa. Ele próprio desfila em penitência diante de Deus. Mas também se comoverá por nós. O adamantino absurdo do mundo fará o próprio céu chorar e ranger os dentes. Toda a Criação ora por nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6780885216067381073?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6780885216067381073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6780885216067381073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/06/metereologia-sacra.html' title='Metereologia sacra'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3122479207649209017</id><published>2009-05-30T15:53:00.003-03:00</published><updated>2009-05-30T16:43:06.849-03:00</updated><title type='text'>Negação II</title><content type='html'>Quando busco por mim, nada vejo. Essa tremenda selva moral e espiritual não me deixa respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me disseram que a filosofia abriria o livro de minha vida.Vi lindas iluminuras, feitas por mãos ágeis, graciosas. Sim, vi muitas belezas. Atrás de cada página havia um colosso, cujo indicador apontava para as últimas estrelas. Só que eu mesma não me vi. Só fui soterrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me disseram também que as artes ganhariam espaço a golpes gelados de facão. A vida, pedra angular da arte mais honesta, resplandeceria preciosa. O mundo falso das convenções, dos assuntos do dia, derreteria. Só haveria eu mesma se eu fosse homicida do meu antigo mundo. Só haveria pureza, beleza, nesse sacrifício mundano sangrento. Só a lenta e surda devastação redimiria o mundo. O que não fosse arte em mim, seria minha morte. Eu me lancei correndo, saltando de penhascos que não existiam. Vivi feito louca. Tomei pó vadio como prêmio. Mas o prêmio que me seria mais valioso, esse permaneceu oculto. Permaneci perdida, e até mais que antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a suspirar pela experiência mais fundamental. Eu saía pelas ruas, buscando o mundo autêntico. Se eu amasse, seria mais pura e melhor. Amar ao próximo seria extrair dele um louvor de carne e de sangue a mim mesma. Alguém tinha me dito que quem ama de verdade se santifica. Fácil foi perceber as arestas prudentes do mundo. Na minha busca egoísta, tudo parecia impedimento. Fui sangrada, desfaleci. Me recuperei e louvei, seja quem tenha sido o médido que me curou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhei tanto, e fiquei no mesmo lugar. Na mesma selva moral e espiritual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3122479207649209017?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3122479207649209017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3122479207649209017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/05/negacao-ii.html' title='Negação II'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3553121690635787208</id><published>2009-05-30T15:41:00.003-03:00</published><updated>2009-05-30T15:50:49.358-03:00</updated><title type='text'>Negação</title><content type='html'>Ao estar só, nem assim sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muitos ao meu redor, é mais fácil sentir estranheza. Para ser com os outros, é preciso ser para os outros, estar em comunhão, ser comum. Como ser eu mesma sendo com os outros? Só nos comunicamos pela misteriosa fonte comum que nos encharca. Isso é mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais fácil ser eu mesma ao negar, mas... Como negar tudo? Como participar das coisas, dizendo que não sou nenhuma delas? E se sou a negação de tudo, que sobra de mim? Porque só sobra a solidão. Mas ela também é comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3553121690635787208?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3553121690635787208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3553121690635787208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/05/negacao.html' title='Negação'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8925478157748611300</id><published>2009-05-02T13:42:00.000-03:00</published><updated>2009-05-02T13:42:52.028-03:00</updated><title type='text'>Obliterada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A verdade vos diz; já que a verdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É consócia da morte, quando o erro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Oblitera a razão dos que a desprezam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Manuel de Araújo Porto-alegre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Às vezes tudo parece serpear. Percebo que em mim mesma falta mais unidade. De curva em curva, vai embora cada partezinha minha. Rastros descansam envaidecidos aqui e ali. Mas quem induzirá a substância precária que lhes deu forma? Quem, se ela mesma é cada vez mais irreal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imersa neste grande vale de sal, todos os dias me afogo. No atrito cotidiano, sou esculpida diferente do que sou. Minha estátua vai se erguendo diante do mundo, estranha a mim mesma. Ídolo de papel, ela me oblitera. Como se por um prodígio, um dilúvio me corrompe por dentro. O exterior até parece mais reluzente. Mas eu sei que não é; não enquanto viver em mim algo de mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da minha verdade, vou morrendo devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdida debaixo do sol, encontro direção na Cruz celeste. Todas as noites ela acaricia meus cabelos. Durmo assim tranqüila, com afagos quentes na noite fria. Tranqüila, para padecer de novo no outro dia, mais uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8925478157748611300?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8925478157748611300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8925478157748611300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/05/obliterada.html' title='Obliterada'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-573069482285299537</id><published>2009-04-21T22:05:00.004-03:00</published><updated>2009-04-21T23:15:37.733-03:00</updated><title type='text'>Religião diária</title><content type='html'>Eu queria pegar de manhãzinha o ônibus para a Eternidade. Nunca consigo, sempre me atraso. Mesmo pondo o rádio para tocar um louvor da matina, mal consigo acordar. Saio sempre muito lenta. O ponto está sempre lotado, e o motorista adora passar apressado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho como ir de táxi. Quão caro seria! Poderia ir de carro, mas um transporte público é melhor para o ambiente, porque comporta mais caridade (sem contar que sai mais baratinho). Um metrô comporta até bastante. Mas não sei se tenho fé suficiente para sair do subterrâneo sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;###&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sem poder chegar na Eternidade, permaneço na contingência do meu trabalho. Estou lá porque um monge celta me mandou cumprir uma penitência. Às vezes dou uma olhadinha em meus e-mails, porque às vezes recebo de algum santinho um cartão virtual, com fotos do Último Céu. Nunca tive a sorte de ver um anjinho de terno e gravata, mas até hoje espero pela oportunidade. Não posso ouvir nada no computador, porque meu chefe não gostou nada quando fiquei ouvindo as harmonias das esferas no Youtube. Ele está certo. Elas só devem ser ouvidas nas horas vagas, ou durante os engarrafamentos. Isso se eu estiver com meu mp3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;###&lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria que em meu prédio a fé fosse a síndica. Mas é preciso também ter bons ministros. O patrimônio deve ser conservado. Os moradores precisam cooperar em comunhão. O porteiro tem que ser prestativo. Isso não quer dizer que pode deixar um lobo em pele de carteiro entrar. Dependendo da quantidade de pecado nas redondezas, não é má idéia ter vigias, mesmo que tenhamos que gastar mais dízimos na conta de condomínio. Eles precisam cingir os rins com coragem, contrair um bom hábito e zelar pela comunidade de moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um elevador veloz ajuda na nossa subida, mas o que sobe logo desce rápido. Uma escada é mais segura, desde que tenha corrimão e for bem iluminada. Agora, quem agüenta subir doze andares, podendo usar o elevador? Ainda mais chegando cansado das penitências, em jejum! Mas eu li numa revista de beleza meio jesuíta que a escada é boa para a ascese. Subi-la sempre é uma forma de exercício que nos deixa em forma, prontos para caminhos mais árduos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-573069482285299537?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/573069482285299537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/573069482285299537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/04/religiao-diaria.html' title='Religião diária'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7414639974098627818</id><published>2009-03-16T23:48:00.000-03:00</published><updated>2009-03-17T00:12:58.659-03:00</updated><title type='text'>Si du malheur religioso</title><content type='html'>Theotokos, olha a incerteza que estrangula minha vida. Sou atada a uma cadeia pesada, porque temo não ser lembrada jamais pelo Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que existe fora Dele, Theotokos? A morte mais total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele eu sei que não serei um borrão. Por que então me torno pálida só de pensar Nele? Por que meu espírito foge pela minha boca quando quero falar Dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que é preciso morrer para estar mais viva. Como posso entender isso? Só pode ser uma façanha divina. Porque se perto Dele morrerei para viver, distante terei a morte mais total sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7414639974098627818?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7414639974098627818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7414639974098627818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/03/si-du-malheur-religioso.html' title='&lt;i&gt;Si du malheur&lt;/i&gt; religioso'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-5218737832415485856</id><published>2009-02-23T18:03:00.000-03:00</published><updated>2009-02-23T18:03:38.330-03:00</updated><title type='text'>Ira divina (quase grega)</title><content type='html'>Reconheço com temor o poder de Deus. Vejo que Ele sempre se dá onde sempre separa. Aquilo que com dificuldade nós unimos, ele corta fácil com sua espada. Nem mesmo o nosso amor escapa do golpe divino. Ainda perdura algum motivo de cega ira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração foi feito apenas para ser castigado. Os momentos de sorriso são a exceção, que trazem uma rápida brisa amena. É admirável como vivemos tanto, mesmo tendo tão pouco, pouco tão poucas vezes. Toda a vida se alimenta de uma minúscula necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que existe alguma sabedoria nas lágrimas. Se não fossem água, se fossem sangue, quem agüentaria viver? Em pouco tempo, jazeríamos exangües. Nem da infância estaríamos livres. Ou seriam as lágrimas um sangue bastante diluído, vinho amortecido na água? Porque todo o chorar é uma dor acusada, e só existe dor onde existe omissão da vida. Mas de onde vêm tanta lágrima? Que ferida é essa que não deixa nunca de jorrar? Que mal tão extraordinário todos padecem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus é uma coisa tremenda. Se tudo vem de Deus, tudo é motivo de temor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-5218737832415485856?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5218737832415485856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5218737832415485856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/02/ira-divina-quase-grega.html' title='Ira divina (quase grega)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6497101989960627121</id><published>2009-02-20T23:52:00.000-03:00</published><updated>2009-02-20T23:53:04.985-03:00</updated><title type='text'>[Re-post] Equívoca</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Muitas idéias minhas adormecem bastante depois de brincar muito. Só mais tarde elas voltam a despertar. Muitas vezes por acaso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Hoje eu estava pensando numas coisas e tal. Tive uma baita sensação de que já tinha lido o que eu pensava nalgum canto. Agora pouco eu estava relendo alguns posts e... Não é que eu mesma tinha sido a fonte remota do que eu pensava? Ou não bem "eu mesma". É que isso é muito estranho. Me faz pensar na inspiração como um presente. Não parece ser coisa só nossa. É como se existisse uma inteligência fora da gente. Essa inteligência seria um rio. O máximo que a gente faz é pegar um pouquinho de água desse rio. Mas ele é como o Nilo. Uma dádiva do (ou para o) deserto. Em certos momentos inunda. Fertiliza as margens. Aí que podemos aproveitá-lo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Não tem como não me sentir &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;agradecida&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt; Nem é pelo texto em si. É pela oportunidade de aproveitar de vez em quando essa dádiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;###&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Amigo, há um engano latente em seu coração. Porque você é homem, tomará todo sorriso dourado como precioso. O equívoco surgiu de um só equívoco, quando Deus andara outrora, e no entanto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Porque algo sem forma se introduziu na beleza. Agora ela é um bem estranho. Quem a tem, estará fadado a se aborrecer. Próximo dela brilhará sempre o olho da inveja. A bela pessoa será tomada apenas como um sussurro do céu. Nunca poderá falar de si, sob pena de orgulho. Se nada disser, cometerá falsa humildade. Tomará como aproveitador quem se aproximar por ato gratuito. Mas achará honesto quem se aproximar com método. Será sempre tentada a explorar de forma mesquinha e imediata o dom que recebeu. Praticará injustiças, às vezes sem saber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Como pode haver sossego com tantos enganos, amigo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6497101989960627121?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6497101989960627121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6497101989960627121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/02/re-post-equivoca.html' title='[Re-post] Equívoca'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4395314720191344905</id><published>2009-02-20T23:00:00.000-03:00</published><updated>2009-02-20T23:00:38.168-03:00</updated><title type='text'>Abismo</title><content type='html'>E de repente ouvi: "Me diga uma coisa. Por que você deita sua cabeça na melancolia, tantas vezes? De onde vem essa leve tristeza? Você é jovem, você é alegre. Parece feliz, tem vida. Por que esse rabisco tão grosseiro na folha delicada?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me pergunta? Não sei se é anjo do alto ou do fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo a vida mais leve escuta os sussurros da tristeza discreta. Toda a alegria furiosa termina em exaustão. Todos querem o que já morreu ou está agonizando. Quem não se seduz pelo que é mortal? Quanto mais se lança para o alto a vida, mais profundo embaixo o abismo fica. Quanto mais perto do sol, mais mortal o solo. Acordados, vivemos num ar macio. Dormindo, estamos grudados no chão duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe meio-termo nessa existência tão insólita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver, viver, loucos instantes! Tenho um amor louco pelo viver. Louco. Corro atrás dele, mas ele não me ama. (Viver, por que você não me deseja?) Ele corre atrás da morte, minha rival, meu fim. (Morte, por que você é mais bela do que eu?) O fruto desse casamento é meu sono pelos séculos. Só um juízo final pode nos unir, na união simultânea de todos os instantes. Não haverá melancolia jamais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4395314720191344905?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4395314720191344905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4395314720191344905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/02/abismo.html' title='Abismo'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7072495954865466907</id><published>2009-02-17T07:58:00.003-03:00</published><updated>2009-02-17T08:04:10.874-03:00</updated><title type='text'>No auge da vida a morte nos embaraça</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Existe uma antífona bem antiga chamada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Media vita in morte sumus&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;. Uma maravilha. O texto a seguir é quase uma cópia descarada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que no auge da vida a morte nos embaraça. Quem, a não ser a Ti, Senhor, buscaremos para sustentar nossas faltas? Santo Deus, Santo Todo-Poderoso e Misericordioso! Não nos deixe afundar na morte mais amarga. Senhor, tenha piedade de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Ti esperaram, Senhor, nossos pais. Tu os liberaste da garra do Dragão e da boca do Leão. Quem, a não ser Tu, nos dará alívio em nossas tribulações? Santo Deus, Santo Todo-Poderoso e Misericordioso! Dê-nos a luz eterna, na comunhão dos santos. As lágrimas de agora se tornarão alegria eterna. Cristo, tenha piedade de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ti clamaram nossos pais, quase a olhar em desespero profundo. Clamaram; não foram confundidos. Onde, a não ser em Ti, encontraremos um abrigo seguro? Santo Deus, Santo Todo-Poderoso e Misericordioso! Teu sangue precioso transmuta o barro do pecado em ouro da salvação. Senhor, tenha piedade de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte nos embaraça no auge da vida. Senhor, livra-nos do abismo mais profundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7072495954865466907?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7072495954865466907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7072495954865466907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/02/no-auge-da-vida-morte-nos-embaraca.html' title='No auge da vida a morte nos embaraça'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4433119924310408825</id><published>2009-01-31T04:36:00.002-02:00</published><updated>2009-01-31T05:10:08.698-02:00</updated><title type='text'>abril-maio de 2002</title><content type='html'>O casamento é a virtude de beijar as feridas alheias. Onde toca o Senhor, o amargo se torna doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O século é o vale da morte. Não serei eu quem o preencherá de éter. Nem você. Não pense em ser como deus. Basta que o atravessemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só é possível se alegrar de verdade quando reconhecemos diante de nossos olhos a miséria alheia. O maior tesouro que alguém pode nos dar é o testemunho sincero da própria pequenez. Só crêem no amor aqueles que carregam a miséria e choram. Somos refletidos no espelho das lágrimas do outro. Seremos consolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de ser um instante de fuga. Já sonhei em ser um sonho. Mas não devo. Nem posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe no aguilhão da fuga um chamamento da caridade (se bem que obscuro). Nada é vazio; tudo é preenchido por ela. Onde há dor, superabunda a caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peso das lágrimas faz o século se dobrar humilde aos pés da caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a idéia que vivifica a relação estável. É a caridade, ela mesma vida. Mas perdemos tudo quando ela não é ouvida. Não somos nada, mas até o nada nos será tomado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4433119924310408825?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4433119924310408825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4433119924310408825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/01/abril-maio-de-2002.html' title='abril-maio de 2002'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1296173444685842589</id><published>2009-01-31T03:53:00.003-02:00</published><updated>2009-01-31T04:33:27.739-02:00</updated><title type='text'>Outubro de 2000</title><content type='html'>Se apaixonar é construir uma ponte de papel. A pedra angular da união neste século jamais (sim, jamais!) pode ser a paixão. É uma improbabilidade metafísica. Dois nadas jamais poderão se tornar alguma coisa. Nem se multiplicar. Toda sucessão é multiplicar uma vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não me foi dada pronta. E o que é a vida? É jogar em si toneladas de areia do buraco que cavamos para nós mesmos, debaixo do sol. A sombra da enorme cruz alivia o suor. Quando está pronto um buraco capaz de nos abrigar bem, a vida pode ser gravada com toda honra no bronze celestial. Qualquer esforço diverso é ventania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascemos com uma fenda no coração. Ela não será tampada nem se pusermos todo o mundo lá dentro. Mas somos inquietos. Por que nos atiramos feito loucos no abismo do coração alheio, como se pudéssemos um dia remendá-lo com nossa carne? Por que olhamos os rios negros do coração procurando nossa imagem espelhada, como se nosso sangue fosse limpá-lo? Meu sangue e minha carne não servem para nada. Todo sacrifício com meu sangue e minha carne é vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que miséria! Sequer consigo estender mais a mão. Nem sorrir. Todas as noites sei que não sou pessoa. Não passo de bichinho. No dia seguinte me torno opróbrio de todos. Por paixão perdi minha vida. Por vaidade fui confundida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1296173444685842589?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1296173444685842589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1296173444685842589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/01/outubro-de-2000.html' title='Outubro de 2000'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3153680739405691350</id><published>2009-01-21T03:09:00.003-02:00</published><updated>2009-01-21T03:23:46.022-02:00</updated><title type='text'>Caridade</title><content type='html'>Fui golpeada e caí, quase morta. Meu rosto ajuntava poeira. Todos diziam: "Vai, levanta!" Prostrada permaneci. Finquei raízes na tristeza. Estava me convertendo numa árvore cinzenta. Tudo que vinha como ajuda era pedra de mil quilos. Mas alguém disse o que antes faltara: "Em nome de Cristo, vai, levanta." E levantei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns socorros são verdadeiros fardos. A ajuda de muitos não passa deu uma cadeia mortal. A única coisa que basta é se submeter ao jugo suave de um só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3153680739405691350?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3153680739405691350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3153680739405691350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/01/caridade.html' title='Caridade'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3667741847609511142</id><published>2009-01-21T02:41:00.006-02:00</published><updated>2009-01-21T03:27:39.890-02:00</updated><title type='text'>Esperança</title><content type='html'>Que vem fazer em minha casa suja e desarrumada, pássaro branco? Mal abro a janela, mal afasto as cortinas negras, mal tenho coragem de dar bom dia ao céu de chumbo, mal vêm aqui pessoas... Mesmo assim, você surge leve, pássaro branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi o pássaro descer do céu como um raio. O mundo não viu, mudo ficou. Minha alma se arrepiou, e deixei o chão, e flutuei. Os instantes rasgaram toda a resistência do tempo. Todos os limites das coisas caíram espantados. A tristeza tombou; a alegria lhe pisou a cabeça. Não havia mais o império dos gemidos. A torrente antiga de barro se converteu em bela fonte límpida. Para lá apontou o pássaro antes de retornar à morada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marca indelével da ave ficou comigo. Mesmo se a garra mais sinistra arrancar toda a minha carne, jamais essa marca me abandonará.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3667741847609511142?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3667741847609511142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3667741847609511142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2009/01/esperana.html' title='Esperança'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3831120074838187541</id><published>2008-10-31T04:15:00.003-02:00</published><updated>2008-10-31T04:28:07.268-02:00</updated><title type='text'>O amado vem da rua inundada até os joelhos</title><content type='html'>O amado vem da rua inundada até os joelhos. A armadura (ainda existe?) está toda enferrujada. Ele pisa na casa e a deixa toda suja. Tira as grevas e os escarpes; faz um barulhão. Os vizinhos batem a vassoura no teto, entupidos de raiva. Senta e estica as pernas no sofá. Os pés estão enrugados. Você segue a sujeira e o desleixo com o seu coração. Isso não passaria impune quando as paredes do tempo eram feitas de lápis-lazúli. Mas hoje... Hoje você está hipnotizada pela circunstância. Uma simples, torta e descontínua circunstância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Amor, amor. Ele não é um desenho, nem a carne, nem o limite. Mas quando nos empurram na grande cascata, quando batemos feio nas pedras, quando nos precipitamos até o fundo mais voraz, falamos: "Amei, talvez".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esse amor está grudado em cada pedacinho da pele mal feita de quem você ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo na estrada mais empoeirada, você acompanha submissa o seu senhor. O chicote do sol arrasa cada pedaço seu. Mas o suor que desce não é para o seu conforto. É para o seu senhor. Você se arrasta e cata uma dieta de terra quebrada. Todo caquinho é sagrado enquanto a fé não for dissolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Que a vida é elástica demais, ninguém precisa do Dr. Hooke para saber. Você a enche de entulhos bem aos pouquinhos, ela se curva, e parece não se arrebentar nunca. Mas alguma deformidade é teimosa. Quanto a vida agüenta? Você não sabe, nem eu, experimentamos de tudo, chamamos de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curva sempre ultrapassa demais o eixo. Ela aponta para o sul, como uma estranha bússola. Mas lá não existe chão. Não existe lugar algum. Só um zunido embalado pelo tempo. Você não ouve a voz alheia, nem a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias você abre uma garrafa na mesa e suspira. Enquanto estiver sentindo um prazer doce, o seu amor vai estar confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sentidos parecem enganados, o tempo parece iludido. Todos os rodopios, todas as fugas, em tudo o cálculo e a espontaneidade estão cruzados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convidado habitual segue com o hálito bem próximo. Importa é se o sopro renova o ambiente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3831120074838187541?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3831120074838187541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3831120074838187541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/10/o-amado-vem-da-rua-inundada-at-os.html' title='O amado vem da rua inundada até os joelhos'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-5585300814976529956</id><published>2008-10-20T02:15:00.008-02:00</published><updated>2008-10-20T03:08:23.609-02:00</updated><title type='text'>Concerto macabro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_b6R4qrad2EI/SPwNlMuuncI/AAAAAAAAATs/e6Qfrf3FBOQ/s1600-h/DORNAI_11.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_b6R4qrad2EI/SPwNlMuuncI/AAAAAAAAATs/e6Qfrf3FBOQ/s400/DORNAI_11.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259093397585436098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;1 Morte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho diante de mim a partitura macabra. Quem está logo depois de você, tomará a sua mão; um compasso gelado vai comovê-los. Prepare-se. É certo você ter um número em meu teatro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não reconheço nem reis, nem damas, nem ladrões, nem clérigos, nem mendigos. São títulos; tudo capricho. Da carne cuidam os bichos, da lembrança cuida o tempo. Eu cuido do ritmo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com eles, como eles, você vai dançar também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;2 Os que estão lá&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escute o nosso coro rasgado. Veja o nosso corpo esquecido. Todos aqui éramos belos que nem você. Como amamos! Agora, o que restou? Nossos nomes foram espalhados no mar. Nem temos mais nada a oferecer aos bichos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viva a sua vida. Não invejamos o que você é. Já fomos que nem você. Amanhã você será um de nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;3 Arte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Servir a quem você ama, trabalhar para Deus, jogar com os mortos, perdoar o céu nublado. Nunca enganar o temor. Eis os princípios de toda essa arte.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-5585300814976529956?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5585300814976529956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5585300814976529956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/10/concerto-macabro.html' title='Concerto macabro'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_b6R4qrad2EI/SPwNlMuuncI/AAAAAAAAATs/e6Qfrf3FBOQ/s72-c/DORNAI_11.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7178755071340006415</id><published>2008-10-10T12:56:00.001-03:00</published><updated>2008-10-10T13:21:25.827-03:00</updated><title type='text'>Princípios</title><content type='html'>Hoje progrido incrédula. Nem o homem parece ter vindo do barro, nem a mulher da costela do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sábio dançou com a razão. Disse: "O princípio de tudo é o ar". Não, grego! O princípio de tudo está debaixo da espada do querubim. Cuidado! Não ouse sondá-lo; será chamado ao pó. Lá nos portões do princípio está escrito: "Só é sábio quem morre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o vento é príncipio, ele formou o homem. Porque só as mulheres são de barro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7178755071340006415?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7178755071340006415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7178755071340006415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/10/princpios.html' title='Princípios'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1445542966521102318</id><published>2008-10-09T02:20:00.000-03:00</published><updated>2008-10-09T02:27:40.458-03:00</updated><title type='text'>Amor sensível</title><content type='html'>Ele: "Oh, luz mais quente que o inferno, amor mais chamativo que a lua, alma mais suave que a brisa, beleza mais vibrante que o terremoto, olhar mais felino que a pantera..." e vírgulas, vírgulas, vírgulas, vírgulas, vírgulas. Uma vírgula buscava as mãos da outra para passear. Orgia de vírgulas, não paravam de nascer, instantâneas. Quanto incesto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A floresta densa de vírgulas era o combustível da empolgação! O fogo não descansava. Aquilo me sufocava! Havia muitos romances em potencial naquela floresta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que feito é esse, que faz caber tantas páginas de amor numa só boca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda querida dele (segunda mesmo?) estava conosco, toda folgazã. Para mim, tinha tanta vida como um sino. Era a Musa da Torrente Amorosa. Eu, filósofa, vi que estava para aquelazinha como a matéria está para a forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelazinha... Ela é o fogo que arde o coração de palha dos sensíveis. (Ela é uma biscatinha, isso sim.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Puro e avassalador Amor, cujo desejo faz chorar..." Preciso ouvir o resto? Já sei de tudo. Sei até quando você chora. Quando estou na frente da sem-vergonha. Encubro a criatura onírica, cujos puns são do mais delicado éter. (Oh, não! Quem se alimenta do Amor, nem puns de éter solta, nem com remela acorda.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras não tornam um homem atraente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1445542966521102318?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1445542966521102318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1445542966521102318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/10/amor-sensvel.html' title='Amor sensível'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-5467545330015679707</id><published>2008-09-23T02:16:00.000-03:00</published><updated>2008-09-23T04:35:52.349-03:00</updated><title type='text'>Contra Lucrezia</title><content type='html'>Depois de ter sido o meu coração violado, olhei como uma fúria para o céu. Desejava que ele me retribuísse chorando a lua e todas as estrelas. Desejava calamidades! Mas nenhum movimento foi quebrado. A noite se dirigiu plácida à terra incógnita. Veio depois o Leão dourado. Ele me disse com cortesia: "Não é belo ver o mundo refletido nas lágrimas da sua face. Tão pálida, quase não te reconheci. Prefiro que você não seja uma estranha. Deixe para trás a tormenta. É justo que tudo permaneça num movimento próprio. Saia!" Cerquei minhas necessidades; levantei e escapei. Não é possível resistir a uma autoridade agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que em certos instantes queremos tantos estilhaços? O que importa é que a natureza continua, eu fico e Deus permanece na Cátedra mais gloriosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-5467545330015679707?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5467545330015679707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5467545330015679707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/09/contra-lucrezia.html' title='Contra Lucrezia'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1417706329335630532</id><published>2008-09-22T01:43:00.002-03:00</published><updated>2008-09-22T05:22:56.658-03:00</updated><title type='text'>Para a mais determinada</title><content type='html'>Prometi publicar algo para você. Meses! Certas coisas, quando públicas, parecem menos reais. O amor é discreto e não é vulgar. Os apaixonados formam uma aristocracia. Só os melhores amam. Agora você sabe o motivo da minha demora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse você: "Às vezes te acho estranha; você é imprevisível." Nem para mim mesma sou previsível. Sempre que o dia dorme, tento sondar meu coração. Não é raro eu descobrir que gosto do que pensava detestar, e que desprezo o que julgava gostar. Onde pensei acertar, ali estava meu erro; acerto onde imaginei errar. O que sei? Tudo prossegue fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Não faz parte do primeiro choque saber que quase tudo é o contrário do que é?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio da cachoeira no final de todos os dias. Na próxima manhã, estou leve. O mundo tem algum hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não muda? O mistério que flutua no centro do mundo. Leia todos os movimentos que puder. Você saberá que todos os céus e cada pessoa formam espirais unidas ao mistério. Ouça. Ele jamais deixa de emitir a voz de comando, mesmo quando tudo parece rasgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo extraordinário, como se o Escorpião lá do alto do céu tivesse me chamado para dançar! Creia; a vida desvendará tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que a luz volta, a terra-irmã me chama para dar umas voltinhas. O sol me manda lembranças. O vento gosta muito de brincar comigo. Parte das minhas refeições é um ar gostoso. Tem vezes que o céu desce em forma de água só para me abraçar. As árvores me cumprimentam, com gravidade. As pessoas dançam feito loucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossigo até te ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós... O seu sorriso antecipa alguma novidade púrpura. Ele não me deixa esquecer que sou sua. Este porto é seu. É verdade que não faltam outros mais perfeitos. Quantos pertencem a você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa constância segue um pequeno mistério. Os movimentos podem ser caóticos. Mas nele nos movemos, harmonizados enfim. Segue a música feita amizade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1417706329335630532?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1417706329335630532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1417706329335630532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/09/mais-determinada.html' title='Para a mais determinada'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4024737714967337822</id><published>2008-09-08T03:45:00.001-03:00</published><updated>2008-09-08T04:01:37.743-03:00</updated><title type='text'>Equívoca</title><content type='html'>Amigo, há um engano latente em seu coração. Porque você é homem, tomará todo sorriso dourado como precioso. O equívoco surgiu de um só equívoco, quando Deus andara outrora, e no entanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque algo sem forma se introduziu na beleza. Agora ela é um bem estranho. Quem a tem, estará fadado a se aborrecer. Próximo dela brilhará sempre o olho da inveja. A bela pessoa será tomada apenas como um sussurro do céu. Nunca poderá falar de si, sob pena de orgulho. Se nada disser, cometerá falsa humildade. Tomará como aproveitador quem se aproximar por ato gratuito. Mas achará honesto quem se aproximar com método. Será sempre tentada a explorar de forma mesquinha e imediata o dom que recebeu. Praticará injustiças, às vezes sem saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode haver sossego com tantos enganos, amigo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4024737714967337822?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4024737714967337822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4024737714967337822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/09/equvoca.html' title='Equívoca'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1728048235090311969</id><published>2008-09-04T04:20:00.004-03:00</published><updated>2008-09-04T04:29:29.245-03:00</updated><title type='text'>Atitude</title><content type='html'>Você diz tantas coisas... Apenas se esquece que jamais esperei palavra alguma. O que mais desejo são suas atitudes. Nada é mais bonito do que alguém dizer a verdade agindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino diz, o homem faz. Eis a verdade. E no entanto você quer me impressionar com suas palavras mais ágeis...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1728048235090311969?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1728048235090311969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1728048235090311969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/09/atitude.html' title='Atitude'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8460814629379858099</id><published>2008-09-04T03:52:00.002-03:00</published><updated>2008-09-04T04:10:23.528-03:00</updated><title type='text'>Epicuro</title><content type='html'>Querido, você me entendeu mal. Sim, alguém falou: "A letra mata". Mas digo: as palavras só nos aquecem! Vamos! Junte cada uma das minhas palavras. Faça uma tremenda fogueira para aquecer e iluminar a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém disse que o prazer é o dia da dor? Não! Só algumas coisas bastam ao prazer. O resto é delírio desse grande mundo. Voce só deve amar aquilo que lembra alguma estrela. Todo o resto é um ponto fora da reta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dê sua mão agora. O dia é belo. Vamos matar de uma vez o sol. Nosso prazer pode ser eterno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8460814629379858099?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8460814629379858099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8460814629379858099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/09/epicuro.html' title='Epicuro'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8989829631196342905</id><published>2008-09-04T03:22:00.003-03:00</published><updated>2008-09-04T03:47:17.751-03:00</updated><title type='text'>Riqueza arrogante</title><content type='html'>Como é complicado agradar quem é movido pelo prazer! O capricho está sempre próximo. Qualquer deslize pode ser fratura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há suavidade? Rua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encanto pode ser um transtorno. Quem teria paciência com gente assim? Mais fácil se coçar para outro lado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você tem paciência, querido amigo? Ouça um conselho arrogante. Quem se esforça para alcançar a riqueza da mina é o mineiro! Algumas são vazias, outras precisam de tempo. Como escolher a certa? Experimenta de tudo e fica com o que é bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8989829631196342905?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8989829631196342905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8989829631196342905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/09/riqueza-arrogante.html' title='Riqueza arrogante'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6314405659102340166</id><published>2008-09-04T02:55:00.004-03:00</published><updated>2008-09-04T03:24:06.437-03:00</updated><title type='text'>Engano</title><content type='html'>Prazer, amigo dos mais caros. Quem eu seria sem ele? Como viveria sem ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansaço, medida do prazer. Que fadiga faz sentido se não vier de algum prazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa minha vida escorre de prazer em prazer. No final, sempre estou cansada. Redobra em mim a vontade de ter mais prazer; minha dor só aumenta. Minha vida não ampara a necessidade de mais prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazer desmesurado, cansaço vão, parentes da morte. Assim a morte cai em minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6314405659102340166?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6314405659102340166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6314405659102340166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/09/engano.html' title='Engano'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1380359564129194341</id><published>2008-08-19T23:31:00.000-03:00</published><updated>2008-08-19T23:31:36.184-03:00</updated><title type='text'>Beleza como expiação</title><content type='html'>Quando eu era pequena, uma lagartinha me contou que só poderia ser mais linda quando se sacrificasse. Não entendi. Mas um dia vi a borboleta nascer. Tudo ficou claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo percebi o paradoxo do mundo. A beleza não existe sem a morte. Mas ela também foi condenada. Seu carrasco é o tempo. O motivo é mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei também que a beleza surge do sacrifício do sentimento. Quem pratica o ritual é o artista-sacerdote. Ele encaminha o sentimento a um altar, onde a vítima é oferecida como holocausto. Todos somos purificados pela beleza que surge da expiação ritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas toda essa beleza parece espelhada. A verdadeira vem de Deus. Ele é o maior dos artistas. Do Seu sacrifício ocorreu a beleza eterna, que está oferecida a todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1380359564129194341?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1380359564129194341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1380359564129194341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/08/beleza-como-expiao.html' title='Beleza como expiação'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8997468892125255436</id><published>2008-08-19T22:47:00.004-03:00</published><updated>2008-10-20T03:10:31.563-02:00</updated><title type='text'>Aurora</title><content type='html'>Quando a aurora rosada tocou o horizonte, tentei escutar com atenção o que a natureza recitava, pois ela é dócil a quem lhe dirige um verdadeiro amor. Com que encantos ela me embalava com seu fresco hálito matutino! Um enorme prazer do espírito me abraçou. Era tão forte, tão belo, que num átimo repercutiu em todo meu corpo! Cerrei meus olhos, respirei devagar e me deixei participar do breve momento de eternidade que me fora sussurrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8997468892125255436?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8997468892125255436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8997468892125255436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/08/aurora.html' title='Aurora'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-326971548560043339</id><published>2008-08-04T03:48:00.006-03:00</published><updated>2008-10-10T04:55:22.510-03:00</updated><title type='text'>Beleza esmeralda</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Criei este blog antes do meu outro. Eu nem tinha pensado em publicar o tipo de texto que escrevo por lá. Abri este blog porque desejava um cantinho para me expressar e testar a minha própria capacidade de expressão. Calhou que um dia pensei: "Por que não escrever sobre outros assuntos? Pode servir de exercício também!" Aí abri o &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);" href="http://aespectadora.blogspot.com/"&gt;A Espectadora.&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt; O nome é homenagem a El Espectador, uma das publicações do Ortega y Gasset. Mas acabei deixando o Conversas Bizantinas às moscas. E nem foi à toa. Eu tinha me cansado um pouco dele. Só não cansei de todo. Lá no meu outro blog, vez ou outra eu publicava algum texto digno daqui. Então pensei noutra coisa: "Por que não continuar com o Conversas?" Pronto. Tornei a escrever por aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Essa ida e vinda criou uma esquisitice. Na verdade, minha intenção não era escrever em dois blogs diferentes. Se mantenho os dois agora, é quase por uma razão do tipo "agora que já fiz isso, deixa". Junto os dois? É estranho ter duas Tanjas iguais em lugares diferentes. O acaso criou uma distorção das leis da física!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Pensei nessas coisas quando resolvi trazer para cá o texto a seguir, que publiquei no outro blog dia desses. É tudo verdade. Eu estava mesmo distraída olhando o céu. Então uma estrela cadente enorme riscou o alto. Nossa! Saí correndo para escrever algo a respeito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;###&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Distraída, conversava com o céu e vi uma estrela cadente. Já tinha visto muitas outras belas, caçadora de idéias que sou, mas nenhuma tão impressionante. Parecia que o bom Deus havia resolvido presentear a abóbada celeste com um longo pingente esmeralda. Estrela cadente maravilhosa, como é difícil encontrar algo tão cheio da mais pura vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela teve uma vida tão mínima como as outras. Antes do derradeiro movimento, ela esculpiu um simulacro em meu coração. Mas... Como uma beleza tão viva pode ser tão instantânea? Como é possível ela ter gravado uma impressão tão forte em mim, eu, que ainda por cima sou apenas pó? Será a Queda uma resposta? Por ela, a beleza se tornou escorregadia. Por ela, tornarei a ser pó. Por ela, fui condenada a sempre ver a beleza me escapando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não fosse uma providência misteriosa, quão trágica teria sido a condenação! Porque a beleza é fênix neste mundo. A todo instante é sacrificada, a todo instante retorna. Ela sempre se oferece às pessoas de boa vontade para que tenham uma existência luminosa. Como os minutos da grande música, que se sacrificam para que ela atinja a vida gloriosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-326971548560043339?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/326971548560043339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/326971548560043339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/08/criei-este-blog-antes-do-meu-outro.html' title='Beleza esmeralda'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6429517752802163327</id><published>2008-07-30T00:17:00.006-03:00</published><updated>2008-07-30T04:59:44.349-03:00</updated><title type='text'>Um conselho (a um homem)</title><content type='html'>Você diz: "Consigo ler as estrelas, mas nunca te entendo." Paciência, querido. Não peço para ser entendida. Para ser iniciado no amor verdadeiro, é preciso se deixar envolver. (Já posso imaginar a sua dúvida: "Mas se deixar envolver pelo quê?" Ah! O entendimento é o pecado irritante dos homens. Por causa dele, poucos são os homens que amam de verdade.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia te vi na esquina dando moedas a Hermes. Você estava pagando por um conselho para decifrar o amor? Para me decifrar? Escute o meu: poupe seu dinheiro. Sem ele, você não vai poder me dar um refrigerante, um cd, um livrinho. Com que cara você vai olhar para mim sem ter nada? Seu olhar vale mais do que o misticismo. Nessa cruzada hermética, não vai sobrar nada nem para você, nem para mim. É tolice sacrificar aos deuses pelos motivos errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;###&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Alguém falou assim: "O mundo é um imenso livro a ser desvendado." Quer dizer que sou um audiobook? É assim que você gostaria de me ver?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6429517752802163327?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6429517752802163327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6429517752802163327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/07/um-conselho-um-homem.html' title='Um conselho (a um homem)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8957040223831006064</id><published>2008-07-25T03:01:00.003-03:00</published><updated>2008-10-10T04:55:58.067-03:00</updated><title type='text'>Alquimia</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Faz algum tempo que publiquei um texto chamado &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://aespectadora.blogspot.com/2007/02/borro-triste.html"&gt;&lt;span&gt;Borrão triste&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt; no meu outro blog. Ele estava ruim demais. Decidi reescrever quase tudo, mudar o título e republicar aqui. Tem mais a ver com esse blog. A "fonte" vai continuar no outro blog, só para efeito de comparação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;###&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Meu querido amigo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi escolhido para acompanhar os meus cantos tristes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia antes gente sorridente ao meu lado. Perto, um belo gatinho passeava, feliz e inocente. Eu estava debaixo de um sol que queimava ameno. O vento soprava e balançava e acariciava os meus cabelos. Só o meu coração não batia no mesmo ritmo. Ele me colocava distante. Por quê? Por causa do mundo? Por causa do corpo? Nada disso! É fácil dirigir o desconforto ao primeiro que vemos. Nada de gritar que o mundo é malvado. Nada de dizer que o corpo é origem do mal. Amo pelo corpo, existo pelo mundo. Pelo corpo e pelo mundo já fui amada e feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, meu amigo! A tristeza que me assalta é o efeito de viver uma vida que não é a minha. Nunca deixo de ouvir o chamado para viver como deveria. Quando escuto, nada faço; quando faço, nada presta; quando presta, nada me pertence. Tudo é borrado. Tudo é só uma impressão estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é difícil transmutar as impressões em palavras, mesmo que rasteiras! Sou má pastora das palavras. Quando necessito de lã, elas fogem em debandada. Não posso marcar na frágil placa de bronze o que sou. Sou um acúmulo de estados. Tudo cinza, tudo transitório. Portanto, não sou nada! Só serei quando minhas sensações forem transmutadas em poesia adamantina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a esperança cura a minha dor. Esperança, sustento do mundo! Ela torna o mundo mais leve. Irradia luz. A leveza da alegria, fruto da luz da esperança, preserva o que há de melhor em minha vida. Ela é minha estrela-guia, pela qual sigo no mar agitado rumo a um porto dócil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sempre navega comigo. Se tenho sede, me dá suas próprias lágrimas. Quando a fome me atormenta, me nutre com seu olhar. Você é minha proteção durante as passagens mais sombrias. Você é meu companheiro nos dias mais ensolarados. Contigo a vida não pesa tanto. Contigo o meu coração acerta o compasso. Contigo a minha tristeza se torna sorrisos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contigo, amigo alqumista, espero ser quem sou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me ouve, enquanto dedilho a minha própria alma. Obrigada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8957040223831006064?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8957040223831006064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8957040223831006064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/07/alquimia.html' title='Alquimia'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3980072349535853050</id><published>2008-07-19T20:46:00.003-03:00</published><updated>2008-07-19T21:13:55.064-03:00</updated><title type='text'>Hermes (segundo esboço)</title><content type='html'>Alguns ladrões e baderneiros invadem os festivais mais fabulosos. Discretos, entre os brindes, dizem a algum ilustrado: "É verdade que você ouve com o cérebro? Pois eu ouço com meus ouvidos!" A outros, dizem: "Seu coração é um horrível monstro! Que tipo de coração teria um par de ouvidos?" Sussurram nos ouvidos iluminados cem outras palavras curvas. Assim roubam, com prazer sádico, a segurança dos corações e cerébros de muitos sacerdotes bronzeados. No dia seguinte, depois de dormir até o meio-dia, acordam sorrindo, enquanto os demais carregam o peso quente do sol nas costas, sem entender nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3980072349535853050?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3980072349535853050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3980072349535853050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/07/hermes-segundo-esboo.html' title='Hermes (segundo esboço)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6385379898804281496</id><published>2008-07-19T20:18:00.003-03:00</published><updated>2008-07-19T20:41:55.445-03:00</updated><title type='text'>Hermes (esboço)</title><content type='html'>Veio do alto o mensageiro, falando harmonias do Santo triplo. Os sábios se afundaram em conhecimentos humanos para decifrá-las. Pediram luz a Apolo, e perderam a visão em seu orgulho. Eles tomaram o mensageiro pela mensagem, dizendo orgulhosos: "Veio o deus, deus dos deuses, a nós. Ele falou num idioma que apenas nós, iluminados por Apolo, conseguimos provar. Louvado seja o segredo três vezes grande!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que era para ser harmonia, virou pompa ridícula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6385379898804281496?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6385379898804281496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6385379898804281496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/07/hermes-esboo.html' title='Hermes (esboço)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-9073393963071853294</id><published>2008-07-16T20:35:00.000-03:00</published><updated>2008-07-16T20:35:42.346-03:00</updated><title type='text'>Vaidade</title><content type='html'>Se rígida afirmo que eu sou eu, diz uma voz seca: "Vaidade!" Mas se então digo que nada sou, repete a mesma voz seca: "Vaidade!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sangue espalha em mim o desejo de ser primeira. Isto é vaidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-9073393963071853294?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/9073393963071853294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/9073393963071853294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/07/vaidade.html' title='Vaidade'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-8122013118287827300</id><published>2008-07-16T20:30:00.000-03:00</published><updated>2008-07-16T20:31:43.008-03:00</updated><title type='text'>Cansaço</title><content type='html'>Antes era lúdico o cansaço. Um efeito paralelo de afazeres agradáveis. Sentia a  minha vontade definhando, mas sempre sorria. Cansaço de insônias divertidas, cansaço de saídas despreocupadas, cansaço de lindas canções de amigo. Nada perturbava. Só mais uma noite com silêncio e a vontade retornava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje? Nada é mais assim. O cansaço vem como necessidade. Agride a minha vontade. Me arrasta para onde eu não queria ir. É como nadar feito louca para fugir das águas sedentas de vida. Não compreendo uma linha do que faço! Cansaço de desespero. Cansaço inútil. Meu salário é só mais cansaço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-8122013118287827300?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8122013118287827300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/8122013118287827300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/07/cansao.html' title='Cansaço'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3616757423162720449</id><published>2008-06-20T01:30:00.000-03:00</published><updated>2008-06-20T01:32:49.799-03:00</updated><title type='text'>Escolhidos por Apolo (alerta)</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dia ensolarado, eu em meu quarto. Mexia no computador, sem deixar de notar a beleza que vinha de fora. Beleza, como disse um tocador de lira, você é a isca da verdade. Nesse dia fui fisgada por você. Foi quando percebi a iluminação peculiar do meu quarto. Ah, o que não faz a percepção do belo? Quando ele vem nos visitar, o lugar onde estamos, por mais prosaico que seja, é transfigurado. A luz que jorrava pela janela entrava cantando no meu quarto. Era uma melodia sólida, uma ponte musical oblíqua que fazia contraponto com meu quarto. Graças ao filho de Hipérion, na minha frente era composta uma fuga que me levaria do quarto para todo o céu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;Que surpresa senti! Não havia lugar para os afazeres herméticos que até então me comprometiam. Dei adeus a Hermes e sorri agradecida a Apolo. Você me agarrou pelo coração, Apolo. Seria eu a sua protegida? Eu só sabia repetir: "Apolo, Apolo, inesperado anjo do Senhor, que felicidade!" Como eu não trilharia aquela ponte de luz? Como me manteria quieta? Como eu permaneceria grudada no chão? Relacionei todas as coisas; tudo parecia pequeno. Dei adeus ao mundo. Meu lugar era no éter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu um equívoco. Assim que me expus, a luz amiga se tornou flechadas terríveis. Eu não conseguia entender. Que motivo sutil fez com que Apolo deixasse de ser meu amigo? Eu só sabia lamentar: "Apolo, Apolo, terrível frecheiro, que tristeza!" Só me restou voltar ferida para o meu canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo pequeno, sol perigoso, não sou nem daqui nem de lá. Apolo me convida, Apolo me fere. Recebi como paga uma alegria feita de prata. Recordação do que por instantes experimentei sem poder me aproximar. É o destino perturbado de quem é escolhido por Apolo. Nós sempre desejamos tocar o sol. Estamos sempre a um passo dele. Mas se o fizermos, com certeza morreremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3616757423162720449?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3616757423162720449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3616757423162720449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/06/escolhidos-por-apolo-alerta.html' title='Escolhidos por Apolo (alerta)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6249421703652173651</id><published>2008-06-10T00:41:00.000-03:00</published><updated>2008-06-10T00:41:44.549-03:00</updated><title type='text'>Eu vilã (talvez um esboço)</title><content type='html'>Falo demais, a mente preguiça, só vivo às trombadas. Ah, Theotokos, prossigo sem harmonia. Aqui estou tão desconcertada... Onde está a régua da minha vida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou vilã. Confesso que escuto com prazer muitos pequenos deuses. Eles me mandam para todos os lados. Obedeço e traço riscos neste mundo tão quadrado, quadrado inscrito no círculo da perfeição. Jamais ultrapasso as suas arestas. Me arremesso para lá e para cá. Sinto estranho prazer a cada violência feita e sofrida. Violência é minha desmedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o dia se inclina, a solidão vem me fazer companhia. Uma voz escura se torna prata e fere meu coração. O que ela diz me sangra: "De que adianta dizer 'Senhor, Senhor', se antes você quis viver ao lado dos fantasmas? Há tempo de fantasias e tempo de chorá-las. Aproveita enquanto ainda há tempo. Arremessa logo a melancolia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Theotokos, onde está a régua da minha vida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6249421703652173651?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6249421703652173651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6249421703652173651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/06/eu-vil-talvez-um-esboo.html' title='Eu vilã (talvez um esboço)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7864908407630240476</id><published>2008-06-04T00:02:00.000-03:00</published><updated>2008-06-04T04:12:02.785-03:00</updated><title type='text'>Alienação</title><content type='html'>Cansaço do trabalho... O pior é mendigar para mim mesma umas gotas de atenção. Mal posso querer o que gosto de verdade. Porque nada mais faço senão por necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho, tanto trabalho, é preciso? Céu roxo, ficarei para sempre assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7864908407630240476?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7864908407630240476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7864908407630240476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/06/alienao.html' title='Alienação'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-864399988405616058</id><published>2008-05-28T01:48:00.000-03:00</published><updated>2008-05-28T04:52:56.371-03:00</updated><title type='text'>Justiça divina</title><content type='html'>Meu Deus, sinto medo, tristeza, angústia. Vejo a minha vida, cogito a Sua justiça, percebo as minhas fraquezas: sinto quase um desespero ao ouvir a fala do Apóstolo: "É coisa tremenda cair nas mãos do Deus vivo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele caminha e esmaga com pisões muitas cabeças. Com o Filho à direita, submete o dragão: faz de escabelo o monstro. Ele apenas é saciado quando bebe no cálice ofertado pelos únicos justos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão pavorosa é a justiça divina! Vamos um por um, em longa fila, para receber aquilo que nos é merecido. Mas ai!, os primeiros são arremessados com muita violência no mais fundo lago. E meu tremendo momento vai se aproximando. Choramos e gememos e imploramos por misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estarão os outrora grandes? o que foi feito deles? qual foi o destino do poeta, do negociante, do sábio, do guerreiro? onde estão os simples? o que foi feito com aqueles que conheci e sorriam para mim? o que será feito de mim? por que tudo isso permanece oculto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É coisa tremenda cair nas mãos do Deus vivo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-864399988405616058?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/864399988405616058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/864399988405616058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/justia-divina.html' title='Justiça divina'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-5445354376973994360</id><published>2008-05-22T02:28:00.003-03:00</published><updated>2008-05-22T03:04:36.318-03:00</updated><title type='text'>Safo</title><content type='html'>Minha amiga, compartilho o que você sentiu. Posso entender cada palavra que você toca. Quando a lira é tocada, me estremeço toda e me reconheço. Vivo como você, debaixo de um sol forte, às margens de um mar comprido. Até na sua aparência eu me vejo um tanto próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha vida, suas palavras são próximas como as do Apóstolo. O que ele diz é sublime, é grave, é salvação. Ele está com os olhos sempre no céu. O que você diz corre por baixo da minha pele. Se você fala no divino, é o divino que corre pelas nossas veias, que torna pesada a nossa respiração, que nos esquenta como vinho, que nos arrepia, que nos embriaga, que nos oferece sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Ah!, mas preciso confessar que você é minha amiga mais íntima! Conto com o Apóstolo, mas reparo em você. Ele me fala, me admoesta; penso no que Safo pensaria. Por isso, quando ele me diz não compreender o que faz, logo me lembro do que você sussurrou em meu ouvido: "Não sei o que faço; há em mim duas almas." Sempre compartilho o que você sentiu, minha amiga.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-5445354376973994360?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5445354376973994360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5445354376973994360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/safo.html' title='Safo'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-2372169958500545929</id><published>2008-05-22T02:22:00.003-03:00</published><updated>2008-05-22T02:26:19.805-03:00</updated><title type='text'>Vida</title><content type='html'>Só há vida na insegurança! Por isso sou náufraga. É que efetiva mais a vida o desesperado que o tranqüilo. Vida, vida é conflito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que têm mais paz são os que jazem na cova.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-2372169958500545929?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2372169958500545929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2372169958500545929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/vida.html' title='Vida'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3410381570307826848</id><published>2008-05-22T02:18:00.007-03:00</published><updated>2008-05-22T02:22:46.358-03:00</updated><title type='text'>Jovem</title><content type='html'>Quem desejo enganar? Vou indo, mas o que sou agora? Jovem. Um quase nada. Mas por ser jovem, estou sempre disponível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3410381570307826848?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3410381570307826848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3410381570307826848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/jovem.html' title='Jovem'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-2219325775185630622</id><published>2008-05-17T03:15:00.000-03:00</published><updated>2008-05-17T05:53:55.862-03:00</updated><title type='text'>Dilacerada</title><content type='html'>Quando o vento assobia uma melodia, fico vulnerável e o acompanho. Sigo submissa. Mas se o rio me carrega sinuoso, tampouco resisto. Minha lealdade é dupla. Não desejo um só senhor.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Deixei meu coração ser sondado. Vi que muito do que gosto talvez eu não devesse gostar; muito do que não gosto eu poderia gostar. Pois quem eu sou afinal? Foge a tranqüilidade da vida quando se ouve a vontade sincera.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não tenho vontade de evitar nada. Agora só quero experimentar a torrente. Se serei dilacerada, ah!, que me importa? O futuro pertence aos velhos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-2219325775185630622?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2219325775185630622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2219325775185630622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/dilacerada.html' title='Dilacerada'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-2721995109266408234</id><published>2008-05-16T01:46:00.003-03:00</published><updated>2008-05-16T02:30:51.122-03:00</updated><title type='text'>Jovem corpo</title><content type='html'>Vejo agora meu corpo... Não, eu o sinto. Sinto-o cheio de vontade! Mas até quando suportará a minha companhia? Insisto em testá-lo. Quase sempre faz o que mando. Mas quando se esgota, quando me dói, eu me pergunto: "Até quando me acompanhará, meu querido amigo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me sinto jovem. A disposição está ao meu lado. Se fico cansada, é cansaço da juventude. Se hoje gasto muito, amanhã terei tudo de volta. Não tenho marcas. Nada indica em mim peso excessivo. Me sinto tão viva que pareço mais nova que sou, mais alegre que estou, mais satisfeita que o devido. Sei que não serei assim mais para frente. Ficarei mais abatida? Meu sorriso ficará mais cansado? Continuarei me sentindo tão cheia de vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falam em "primavera da vida". Que sintam essa verdade todos no tempo mais propício, porque é verdade de bronze! Agora a sinto, a vivencio. Quase um privilégio. É triste quem só a percebe quando não pode mais contar com ela. Muitos só a percebem tarde demais, quando não mais podem contar com ela. Aproveitemos a juventude enquanto somos jovens! Que os velhos fiquem com os velhos. Por que muitos se esquecem disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro pesado informa o presente maleável. Dessa tensão saem faíscas que aquecem a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência da tensão me faz saltar no tempo. Percebo de relance todas as épocas próximas a mim, porque todas me pertecem. E me pergunto: "Até quando me acompanhará, querido amigo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-2721995109266408234?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2721995109266408234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2721995109266408234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/jovem-corpo.html' title='Jovem corpo'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-459738595125378549</id><published>2008-05-13T02:15:00.002-03:00</published><updated>2008-05-13T04:10:48.885-03:00</updated><title type='text'>Para minha mãe II</title><content type='html'>Uma vez teve uma comemoraçãozinha do dia dos pais lá na escola. Lembra? Meu pai não poderia ir. Tinha que estar no trabalho. Bem que gostaria de participar. Mas não tinha como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no pátio da escola, eu estava brincando com minhas amigas. Aí alguém disse: "Está na hora. Vamos nos organizar!" Todas as crianças ficaram num lado do pátio. Ficamos esperando a chegada dos nossos pais. Puseram para tocar uma música. (Você acha que era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amigo&lt;/span&gt;, do Roberto Carlos. Tenho quase certeza que era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você e eu&lt;/span&gt;, do Balão Mágico.) Os pais iam aparecendo pelo portão de entrada. Mas eu sabia que o meu não viria. Mesmo assim eu olhava todo mundo e ficava pensando: "Esse aí não é ele... Aquele ali não... Lá de longe também não é ele..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro direito se fiquei triste, chateada ou decepcionada. É possível que estivesse sentindo qualquer uma dessas coisas. Na verdade, eu estava mesmo um pouco triste. Mas também tinha esperança. A expectativa trazia um certo ânimo de presente. Com o ânimo, uma não sei qual alegria. Uma janelinha aberta. Contraditório? A verdadeira esperança é uma expectativa animada por uma certeza futura, mas que agora se mascara com a face do improvável. Só é assim porque esse algo que é motivo de certeza é caprichoso. Sua vaidade não lhe permite pressa, mas você sabe que poderá contar com ele. Assim é o efeito de um amanhã iluminado. Se for certo ele aparecer, a gente tolera a noite mais escabrosa com um sono mais ou menos tranqüilo. Minha persistência era assim. Sua força vinha da potência da esperança. Mesmo sem saber como ela iria se efetivar. Uma coisa pode acontecer, mas dependendo do caso pode acontecer de vários modos. É por isso que toda esperança está envolvida num paradoxo cinzento. É certeza sem ser sabida. Mas o que importa é que não esperei à toa. O mais delicioso foi acontecer o inesperado. Quem apareceu de repente foi você. Que surpresa! Soltei um "mãe!" e saí correndo para os seus braços. Estava cheia de alegria! Você sorriu e me abraçou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que essa história já tem uns 20 anos? Nossa, quanto tempo! Nunca foge da minha memória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais deixei de ser aquela pessoínha que correu feliz para os seus braços. Mesmo quando estamos separadas por algum tempo, a sensação é a mesma. A distância é um acaso. Parece frase batida? Não tenho culpa. São Jerônimo disse uma coisa ótima: "Não há distância que separe aqueles que estão unidos pelo amor". Serve para nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ser muitas vezes grossa, rude, ingrata. É tudo palermice! Quando você reclama e dou um sorriso, nunca é deboche. É o sorriso de criança que fez molecagem. Você sabe disso e sorri de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que vou terminar dizendo um "eu te amo". Mas quero que saiba que me sinto sempre feliz por ser sua filha. Melhor, sou uma pessoa alegre porque sou sua filha. Muito obrigada por tudo. E como uma homenagem, quis escrever tudo isso aqui para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou terminar como prometi: Mãe, eu te amo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-459738595125378549?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/459738595125378549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/459738595125378549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/para-minha-me-ii.html' title='Para minha mãe II'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-2586915129025983844</id><published>2008-05-12T03:30:00.001-03:00</published><updated>2008-05-12T04:45:09.283-03:00</updated><title type='text'>Para minha mãe</title><content type='html'>Outro dia você se queixou da minha rudeza. Dei a maior risada. Você riu também. É que sempre estamos flutuando em espírito de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faço, você entende a intenção. Às vezes não. Fala que sou perturbada. Fala que sou seu maior problema. Quero saber então se é possível resolver minha vida. Digo que antes de mim alguém disse que não se pode ser feliz nesta vida. Aqui, o vale de lágrimas. Adiante, talvez um éter, não sei. Esta vida é noturna, porque a noite é uma lembrança e uma esperança distante do dia mais bonito. Mas aí seu olho brilha e minha palavra é quebrada: "Tudo isso são voltas!" Paro e penso então no que disse mais alguém: "A experiência de vida consiste em encurtar o diâmetro das necessidades." Que eu seja portanto prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você muitas vezes coloca de lado a minha idade. Não há tempo para o ser. É isso que você sempre contempla feliz. Contemplação de quem ama para sempre. Porque tanto mais ama quem mais se deixa envolver pelo ser do amado. Seus olhos só desejam que eu seja quem sou. Esse seu amor quer a minha felicidade. Se não sou quem tinha que ser, me desculpe. Só queria que você soubesse que esse seu amor cria um paradoxo. Ainda que eu seja menos, seu amor me torna mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras podem ser agradáveis mas... prefiro mil vezes apertar e beijar suas bochechas, mesmo você reclamando mil vez que sou chata!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha querida mãe, muito obrigada por você ser quem é!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-2586915129025983844?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2586915129025983844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/2586915129025983844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/para-minha-me.html' title='Para minha mãe'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6674565401325045832</id><published>2008-05-10T15:48:00.000-03:00</published><updated>2008-05-10T15:48:53.549-03:00</updated><title type='text'>Problema</title><content type='html'>Deito na terra mas ando no céu. A religião me levanta mas não vivo sem a carne. Gosto de alguém sem deixar de não gostar. (E gosto de alguém gostando de outro também.) Moro aqui mas tenho um outro lugar onde viver. Sou dura mas sou suave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que aflição viver sempre dividida, ai!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6674565401325045832?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6674565401325045832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6674565401325045832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/problema.html' title='Problema'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4607434979191891537</id><published>2008-05-09T05:38:00.002-03:00</published><updated>2008-05-09T12:09:07.871-03:00</updated><title type='text'>Os homens</title><content type='html'>Os homens adoram idéias. Muitas as transformam em ópio. Eles são viciados. Transformam o que existe de mais palpável numa coisa etérea. A pedra mais pesada de repente se torna a substância mais sutil. É logo jogada em algum céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles amam tanto as idéias que não nos querem como somos. Eles nos querem como idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um homem lhe diz: "Eu te amo", cuidado! É-lhes comum fazer de nós um trampolim. Podemos servir só de pretexto para eles se divertirem muito longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os homens soubessem como isso tudo parece tão vazio, expulsariam da cidade o primeiro que pensasse em cantar algum amor. Mas não. Eles não sabem. Sequer compreendem como homens famosos e cheios de idéias não tiveram muitas admiradoras. Pois Platão jamais deixou de ser cercado por homens, e Napoleão, imperador dos homens, jamais deixou de ser alguém pequenininho e engraçado para sua mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4607434979191891537?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4607434979191891537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4607434979191891537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/os-homens.html' title='Os homens'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-732025754156794162</id><published>2008-05-01T05:04:00.005-03:00</published><updated>2008-05-01T05:22:08.988-03:00</updated><title type='text'>Carnal</title><content type='html'>Sopra o vento vozes que acusam de metálica de quem escreve a carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas palavras são como meus cabelos. Adornam e protegem minha cabeça. Acaso existe um vazio entre meus cabelos e minha cabeça? Eles flutuam no nada? Suas raízes estão cravadas no éter?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transforma o poeta o sentir num belo engenho. Não pode negar a carne de que é feito, já que a partir dela ele salta no espaço e retorna vivo. Nem vive no éter o poeta, caminhando com os ídolos de outrora. Aqui ele vive, e todos os caminhos do mundo se cruzam nele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-732025754156794162?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/732025754156794162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/732025754156794162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/05/carnal.html' title='Carnal'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4028048026493711406</id><published>2008-04-30T14:05:00.003-03:00</published><updated>2008-04-30T14:36:47.818-03:00</updated><title type='text'>Fonte infinita</title><content type='html'>Dia chuvoso, noite mal-formada, corpo cansado, mente vazia. Por dever fico de pé, por teimosia me mantenho viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que eu esteja prestes a vestir um lindo vestido, cujas linhas e bordados refletem uma vontade amável, pontos alegres em tecido fino, minha atenção é torta por causa de algo que não sei o que é, mas que se me apresenta turvo, raso e mau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo a mim mesma sendo empurrada pela fraqueza. Mas no entanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre existe uma fonte infinita no coração. Ela se derrama ao nosso redor assim que fechamos os olhos e permitimos que atue. Ela nos percorre, doce e silenciosa. Como as flores que são polinizadas por uma inocente abelhinha ou pelo acaso do vento, recebemos do coração a razão para perpetuar a nossa própria vida, ainda que essa razão venha de um acaso aparente. Basta ter boa vontade e ouvi-lo de modo gentil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o dia esteja chuvoso, ainda que a noite esteja mal-formada, ainda que o corpo esteja cansado, ainda que a mente esteja vazia,  e mesmo que haja um espírito turvo, raso e mau pedindo a minha mão, sempre haverá uma fonte infinita em meu coração, aquela que me faz por dever estar de pé, por teimosia continuar viva!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4028048026493711406?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4028048026493711406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4028048026493711406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/04/fonte-infinita.html' title='Fonte infinita'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4655533906991007499</id><published>2008-04-26T13:15:00.002-03:00</published><updated>2008-04-26T13:23:49.013-03:00</updated><title type='text'>Eu viva III</title><content type='html'>Eu era estátua. Não tinha vida. Estava apenas ao sabor dos elementos. Mas com um toque fiel, um suspiro verdadeiro, fui entregue à vida. E desde então, estou viva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4655533906991007499?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4655533906991007499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4655533906991007499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/04/eu-viva-iii.html' title='Eu viva III'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-570546161699928521</id><published>2008-04-26T12:43:00.002-03:00</published><updated>2008-04-26T13:15:18.519-03:00</updated><title type='text'>Eu viva II</title><content type='html'>Próximo e distante fica um morro. É jovem. Cabeleira verde, alta. Acomoda homens. Nem por isso é triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá do céu desce a luz, em marés. Ela se posiciona entre minha vista e o morro. Torna o verde das árvores mais pálido e a palidez torna leve o peso do morro. A luz parece transfigurá-lo, diluindo sua forma, confundindo-o com o céu branco que nos abraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor é compartilhado por mim e por ele. O filho de Hipérion toca o morro, que treme, e a mim, que me por isso não aquieto. Ele quer que fiquemos acordados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que tudo isso é efeito de minha vida? Mas como eu poderia reduzir a luz, o calor, o morro e o filho de Hipérion a mim mesma? Não estou em nenhum deles. Estão comigo. Eu e eles em particular são minha vida, se bem que não por inteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-570546161699928521?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/570546161699928521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/570546161699928521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/04/eu-viva-ii.html' title='Eu viva II'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-5376999376647496353</id><published>2008-04-26T12:40:00.002-03:00</published><updated>2008-04-26T12:43:33.027-03:00</updated><title type='text'>Eu viva</title><content type='html'>A luz. O calor. Calor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nascido quem é apresentado à luz, e o calor é o meio da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-5376999376647496353?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5376999376647496353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5376999376647496353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/04/eu-viva.html' title='Eu viva'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1166492270570556580</id><published>2008-04-22T02:23:00.004-03:00</published><updated>2008-04-22T21:46:54.008-03:00</updated><title type='text'>Coração dividido</title><content type='html'>&lt;div&gt;Houve as dores cantadas pelos filhos de Sião, quando seguiam casados, à força, com uma criatura indiscreta, brutal. Eles lamentavam seu destino, mas seus prantos só eram entendidos na margem do mundo. Aos outros, aquelas verdades doloridas só eram poesia e lira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende a alma mais delicada a oferecer seu maior prêmio a um só senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora, filha imprópria que sou, meu coração é dividido e infiel. Penso em ter minha alma lá em Sião, enquanto meus olhos estão em Roma, a velha e a nova. E me pego cantando, baixinho, que é possível o coração abrigar mais de um belo amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1166492270570556580?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1166492270570556580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1166492270570556580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/04/corao-dividido.html' title='Coração dividido'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-5537413702585687948</id><published>2008-04-16T04:59:00.003-03:00</published><updated>2008-04-16T05:15:49.121-03:00</updated><title type='text'>Eco do mundo</title><content type='html'>Ah!, o dever me exige algumas horas de sono. Eu o ignoro a fim de sentir mais um pouco a companhia da noite prateada! Pois em qual momento do dia haverá essa tranqüilidade fantástica, na qual o mundo é liberado para conversar comigo? Várias vozes ouvirei, muitas vidas me tocarão, mas o eco do mundo só consigo ouvir no tempo escuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-5537413702585687948?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5537413702585687948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5537413702585687948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/04/eco-do-mundo.html' title='Eco do mundo'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3873741615699007167</id><published>2008-04-13T04:47:00.003-03:00</published><updated>2008-04-13T04:50:45.778-03:00</updated><title type='text'>Homem ideal</title><content type='html'>Perguntaram-me: "Qual seu homem ideal?" Respondi: "Nenhum. Não tenho idéias. Por isso não as amo. Como eu as perseguiria? O que está nas nuvens não me interessa. Que tenho eu a ver com Plutão? Minhas lágrimas são terrestres."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3873741615699007167?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3873741615699007167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3873741615699007167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/04/homem-ideal.html' title='Homem ideal'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4439207929021296897</id><published>2008-04-13T04:31:00.002-03:00</published><updated>2008-04-13T04:45:49.773-03:00</updated><title type='text'>Anti-idealista</title><content type='html'>Não sou idealista. Não persigo idéias. Não as tenho. Não as amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou prosaica e mundana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4439207929021296897?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4439207929021296897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4439207929021296897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/04/anti-idealista.html' title='Anti-idealista'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-5377681858330138498</id><published>2008-04-13T03:38:00.006-03:00</published><updated>2008-05-01T05:39:50.759-03:00</updated><title type='text'>Praia</title><content type='html'>Sentei na praia. Estava vestida de sol. Meus ouvidos eram só ondas se casando com a areia. Abri meu livro. Logo o fechei. Por que eu me desviaria dali, se era tudo tão cheio de vida? Seria deselegante, no mínimo. Se fechei o livro, me abri para aquela circunstância. Particular circunstância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos "quês" estavam ali. Inertes, como usual. Belos, como a poesia exige. Mas eu precisava também da vida mais bela. Os "quês" são belos, mas as pessoas podem ser mais belas ainda. Vida mais bela, então, é a vida de cada qual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é o todo. A circunstância é o particular. O todo é o conjunto de vidas deslizando em tantos "quês". As circunstâncias são partículas do todo espalhadas, pelo sopro divino, a cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim foram sopradas três criancinhas. Quantos anos? Três? Quatro? Por aí. Brincavam de serem as donas do mundo que criavam. Mundo de areia. Ah, será que elas sabiam que tudo é pó? Como não fui iniciada em seus mistérios, não conseguia desvendar as suas operações. Mas eu já participara daquilo, há muitos anos. O sentido me era familiar, mas vago. Impressões ficaram. Lembranças. Que importa? Buscar os fios de ouro por trás de um pequeno teatro? Não. Repousei bem calma a minha atenção nas crianças, nas coisas ao nosso redor... Me deixei levar pela vontade da circunstância, como se estivesse lá na água, arrastada pela correnteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso amar aquele momento. E amei, porque tudo estava em seu devido lugar. Era perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olhava aquelas criancinhas brincando enquanto um ventinho me ganhou um beijo. Continuou me tratando com amabilidade. Tratos cavalheirescos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu estivesse por inteira na praia, minhas sensações eram pó. Aqui eu sentia o calor gostoso do sol. Ali eu sentia a presença de uma gotinha, convidada pelo vento a sair do mar e me conhecer. Havia uma certa preguiça... não, era o desejo de não ser nada para me misturar ao ambiente! Havia também a massagem suave do vento em meus cabelos. Havia a presença agradável das crianças. Só percebia que eu era uma só porque existia uma força irredutível, tentando dar um sentido a tantos fragmentos de tantas formas de eu mesma perceber tantas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu estado na hora é o que menos importa. O principal é tudo o que estava ali. O sentido de tudo é o fato de a vida ser boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol caía no horizonte. O mar reclamava da despedida do sol, aumentando a brisa. Os pais das crianças as chamaram. Me mantive sentada, convidada pelo horizonte marinho. Já estava demais ali. Achei que não teria melhor ocasião de me despedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para casa melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-5377681858330138498?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5377681858330138498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/5377681858330138498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/04/praia.html' title='Praia'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7834264473811248008</id><published>2008-03-27T05:05:00.002-03:00</published><updated>2008-03-27T05:08:42.086-03:00</updated><title type='text'>Orgulho</title><content type='html'>Ai, o orgulho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro de si mesmo, esburacado ao infinito. Muralha ao redor de si mesmo, isolando o eu dos outros. Ave de rapina que quer descer da montanha mais alta do mundo para mergulhar no abismo marinho mais profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, o orgulho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7834264473811248008?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7834264473811248008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7834264473811248008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/03/orgulho.html' title='Orgulho'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3837113903906255561</id><published>2008-03-27T04:58:00.003-03:00</published><updated>2008-07-27T07:05:18.949-03:00</updated><title type='text'>Os caídos</title><content type='html'>A noite vem. Estou sozinha comigo mesma. É hora dos demônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quê? Dos demônios? Vira e volta o sol. As estrelas zunem. Chuva, vento, calor, frio. Tudo é motivos dos caídos. Noite ou dia, os demônios só entram a convite meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é proveitosa porque vejo os caídos com mais clareza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3837113903906255561?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3837113903906255561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3837113903906255561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/03/os-cados.html' title='Os caídos'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6624078660438878633</id><published>2008-03-27T04:42:00.002-03:00</published><updated>2008-03-27T04:56:50.962-03:00</updated><title type='text'>À Theotokos</title><content type='html'>Às vezes, quando estou deitada e penso, gemo baixinho. Se deito e não durmo, fico frágil no dia seguinte. É a ocasião de eu me ver cheia de feridas. Elas incomodam tanto que dá vontade de chorar. Sigo, porém, em frente, fingindo não ser nada. Faço meu coração de confidente e choro por dento. Por fora, finjo ser apenas um incômodo bem leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me penitencio. Quando me dou conta, estou sentindo tanto... sinto tanto que não me dá vontade de fazer nada. Fica sempre algum remorso, uma sensação de queda sem volta. Mas de repente sorrio. Mesmo quando olho para o teto, um pontinho insignificante é motivo de riso. Passo a mãos nos meus cabelos, imagino-os despenteados, e de novo eu rio. É nessas horas que sinto o sangue correr mais rápido em minhas veias. Meu coração palpita num ritmo normal. Não fico mais deitada, porque tenho vontade de caminhar. (A alma agitada requer o corpo em movimento!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tantas tristezas...! Há também sempre uma volta. Qualquer coisa é pretexto. Por quê? É que em meio a minha carapuça de barro, existem frestas por onde entram raios de luz celeste! Não sei explicar. Mas de repente me sinto mais leve. A carapuça de barro não pesa tanto. Parece que por um triz eu levitarei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há quedas e quedas e quedas. Ah! Todo o esforço parece tão pequeno! Minha cabeça me diz uma coisa. Vejo a mim mesmo conforme eu deveria ser. Mas o que sou... Que discrepância!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem então você, Theotokos. Com gestos leves, me ampara e me dá esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas me mantenho porque Theotokos vive acreditando em mim, quando eu mesma não espero mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6624078660438878633?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6624078660438878633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6624078660438878633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/03/theotokos.html' title='À Theotokos'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3715942314344959256</id><published>2008-03-14T03:10:00.004-03:00</published><updated>2008-03-14T03:54:47.519-03:00</updated><title type='text'>Aconteceu (versão 2.0)</title><content type='html'>A impressão causada por quem a gente ama é sempre duradoura. Se fecho meus olhos, posso &lt;em&gt;re&lt;/em&gt;imaginar experiências amorosas... Basta levar a minha atenção às depressões e vales que foram criados em mim. É estranho. Levo pelas mãos um eu diferente de mim mesma. Nós duas caminhamos por um ambiente que foi uma circunstância de outrora. Essa experiência está hoje dentro da minha imaginação. Só que eu não a recrio. Apenas a contemplo. Revivo todas as passagens. Não mais como protagonista. Só percebo como espectadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você ama? Você enxerga por um instante os fios que unem as pessoas entre si. Também pode enxergar os que se cruzam e ligam toda as coisas entre si. Às vezes percebemos que todos esses fios na verdade não se originam nas coisas. Nem nas pessoas. O amor os ilumina de um jeito que a gente enxerga uma coisa estranha. Eles parecem &lt;em&gt;vir&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;ter um fim&lt;/em&gt; em algo que ninguém consegue entender muito bem. Só que esse algo é que dá &lt;em&gt;o&lt;/em&gt; sentido. Se olharmos direito, vamos ver fileiras de diamantes que se dobram no horizonte do mundo. Ninguém sabe para onde elas vão depois. Nem de onde elas vêm antes. Não importa desvendar esse enigma! Apenas é preciso 0bservar a teia formada por tantos cruzamentos. Ali é que aparece tecida a razão da nossa existência. Feita por um artista sensível. Essa é a melhor das contemplações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo começa com uma pessoa em especial tendo apenas que ser ela mesma...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3715942314344959256?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3715942314344959256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3715942314344959256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/03/aconteceu-verso-20.html' title='Aconteceu (versão 2.0)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-562510863126625091</id><published>2008-03-14T03:08:00.000-03:00</published><updated>2008-03-14T03:09:47.080-03:00</updated><title type='text'>Lua</title><content type='html'>Não sei como quase ninguém tem medo da lua. Ela é muito mais velha que todos nós juntos. Ninguém sabe de onde veio. Nem se veio de algum lugar. Só essas coisas são esquisitas. Ela é enorme. Basta? Não! Ainda por cima tem influências enormes no mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Você já viu a lua nascendo a partir do mar? Ela vai aparecendo toda enorme. Vem tanta luz que parece que tem uma ponte no mar. Todo o ambiente ao redor é escuro. Às vezes ela está meio amarelada. Tem vezes que está meio avermelhada. Não me acostumo com essas coisas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que sinto às vezes medo da lua?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-562510863126625091?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/562510863126625091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/562510863126625091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/03/lua.html' title='Lua'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1953272234866180775</id><published>2008-03-14T03:05:00.003-03:00</published><updated>2008-03-14T03:07:59.698-03:00</updated><title type='text'>Mudança</title><content type='html'>Vou tomar jeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria mudar o tom do que escrevo sem mudar o conteúdo. Vou mudar um pouquinho o estilo. Sei lá. Acho que enjoei um pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1953272234866180775?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1953272234866180775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1953272234866180775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/03/mudana.html' title='Mudança'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-7750748465409589838</id><published>2008-03-01T00:59:00.002-03:00</published><updated>2008-03-01T01:05:45.448-03:00</updated><title type='text'>Aconteceu (4)</title><content type='html'>Querido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amiga me perguntou: "Você está feliz?" Respondi: "Efeito duradouro de uma noite feliz!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste por estar um tempo sem você. Feliz por saber que sou sua. Ser sua compensa tudo. Fui uma flecha na faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje espero compensar tudo isso. Todo o meu amor é, por natureza, parcial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-7750748465409589838?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7750748465409589838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/7750748465409589838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/03/aconteceu-4.html' title='Aconteceu (4)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-1742721358651703797</id><published>2008-02-29T22:25:00.002-03:00</published><updated>2008-03-01T00:59:11.723-03:00</updated><title type='text'>Aconteceu (3)</title><content type='html'>Querido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sentia triste. Eu queria encostar sua cabeça no meu peito. Acariciar seus cabelos. Fazer você rir. Como? Era cedo. Manhã cinzenta. Queria ver você abrindo seus olhos. Meu amor estaria ao seu lado, no travesseiro. Se eu pudesse, meu amor faria tudo por você. Como? Eu estava sozinha, querendo você. Sem poder. Sentia tanto o meu coração apertando de tanto amar você! Eu tinha que falar com você. Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei perdida. Tudo se dividia em duas coisas. Você e não-você. Você não estava. Eu estava cercada de falta de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do meu falso caminho. Me dirigi à praia. Não sei por quê. Estava quase deserta. Olhei para o mar. Ah, toda aquela água... O céu já vinha chorando por mim antes de mim mesma. Muita tristeza? Não. Se a chuva parece o céu chorando, ela só acontece por causa do calor do sol. Ele é alegria. Obrigada, alegria do sol! Me sentei agradecida. Um pouco encolhida. Algum frio. Mas me encolhi porque estava um pouquinho oprimida pela falta de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, a falsidade! Era preciso... Saí da praia por causa da faculdade. (Ai!) Bati os pés no chão firme. Minha sandália chorou areia. O hábito levou minha mão aos meus cabelos. Lembrei de novo de você. Uma última vez olhei o mar. Tão enorme como a sua alma. Dei adeus a você. Eu tinha que ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que você não estava ali? Onde você estava enquanto isso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-1742721358651703797?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1742721358651703797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/1742721358651703797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/02/aconteceu-3.html' title='Aconteceu (3)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-3928425520545342937</id><published>2008-02-29T22:16:00.003-03:00</published><updated>2008-02-29T22:24:40.739-03:00</updated><title type='text'>Aconteceu (2)</title><content type='html'>Querido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finja que é do mundo. Você é só meu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela manhã, eu tive que sair para ir à faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou fraca. Demais. Não consigo fingir. Se sou, sou toda. Parcial não consigo ser. Se eu sou sua (e toda sua eu sou!), nenhuma parte minha consegue se alienar. Me torno toda concentrada. Como eu poderia fingir que era da faculdade, se era toda sua? Ir para lá? Não! Eu estaria me falseando. Não consigo permanecer distinta de você mesmo. Loucura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu bom Deus, não poderia me sentir mais feliz sendo menos louca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-3928425520545342937?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3928425520545342937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/3928425520545342937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/02/aconteceu-2.html' title='Aconteceu (2)'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-4248322009159428378</id><published>2008-02-29T21:44:00.003-03:00</published><updated>2008-02-29T22:16:32.309-03:00</updated><title type='text'>Aconteceu</title><content type='html'>Querido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu uma manhã cinzenta. Acordei cedo. Tinha que ir para a faculdade. Você sabia que eu deveria. Antes de a manhã ter acontecido, muitas horas antes, você havia se despedido de mim. Eu tinha me virado e começado a ir embora. Senti de repente seu braço me segurando. Você me agarrou como uma serpente. Usou da necessidade para me virar. Seus lábios voaram até os meus. Um choque. Tremi. Em seguida relaxei. Me sentia numa realidade diferente. Eu vivia nesta. Mas eu estava além ao mesmo tempo. Ensaiei três sonos na cama. No final, aconteceu uma manhã. Cinzenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti ciúmes. O mundo acordou zangado. Percebi que o mundo queria você de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-4248322009159428378?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4248322009159428378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/4248322009159428378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/02/aconteceu.html' title='Aconteceu'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6378060743351439365</id><published>2008-02-28T02:55:00.003-03:00</published><updated>2008-02-28T03:08:01.914-03:00</updated><title type='text'>Entendimento</title><content type='html'>Querido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não peço uma estrela. Quero a sua mão. Não me agrada uma obra-prima. Apenas a sua alma me interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando digo essas coisas, você ri. Por que não acredita em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu digo: você é música! Você não entende. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto vontade de ficar calada. Me deito e penso em todas essas coisas. Gostaria que você entendesse meu olhar e meu gesto. Mas você exige palavras, palavras, palavras... Por quê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6378060743351439365?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6378060743351439365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6378060743351439365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/02/entendimento.html' title='Entendimento'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-6698720777038367208</id><published>2008-01-08T03:04:00.000-02:00</published><updated>2008-01-08T05:15:22.069-02:00</updated><title type='text'>Janeiro 2008</title><content type='html'>Há mais de um ano não escrevo nada aqui. Coincide (acho) com a criação do meu outro blog (&lt;a href="http://aespectadora.blogspot.com/"&gt;A Espectadora&lt;/a&gt;). Vale uma palavrinha a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog aqui criei, entre outros motivos, como exercício e expressão. Lendo com distância, acho que não fui muito feliz. Uma expressão ou outra ainda me agrada. O conjunto, não. Relendo vários posts, acho que poderia dizer que expressei meio sem jeito o que sentia (e ainda sinto). Bem, não foi por falta de tentativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha me esquecido da influência oriental. A começar pelo título. Quis fazer uma pequena homenagem ao nossos irmãos orientais. O título também significa que o que escrevo pode parecer sem importância. Não disputo. Mas tenho carinho por coisas simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não voltaria a escrever aqui. Achei que havia perdido a razão. Não deletei porque tenho uma opinião fatalista sobre as obras. Estilo Pilatos. O que escrevi, escrevi. Mas... Vou reativar, sem motivo, só por capricho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será o estilo? Não sei... Devo mudar. Mas vamos deixar o futuro escolher seu próprio tom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-6698720777038367208?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6698720777038367208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/6698720777038367208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2008/01/janeiro-2008.html' title='Janeiro 2008'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10784477.post-116115433383226968</id><published>2006-10-18T03:48:00.000-03:00</published><updated>2006-10-18T03:52:13.833-03:00</updated><title type='text'>Sol da madrugada</title><content type='html'>Escrevo porque iluminada pelo sol da madrugada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite das noites, chame nuvens e chuva. Independente de você, o sol me ilumina de madrugada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10784477-116115433383226968?l=conversasbizantinas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/116115433383226968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10784477/posts/default/116115433383226968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasbizantinas.blogspot.com/2006/10/sol-da-madrugada.html' title='Sol da madrugada'/><author><name>Tanja Krämer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515168689662611631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/--dRORnf_wSA/Tqewqu5aF4I/AAAAAAAAAf8/IimYn_mjyj4/s220/..033.JPG'/></author></entry></feed>
