Olho para mim mesma, no espelho. Mudei pouco. O ar frio ainda me arrepia. A primeira natureza não me comoveu tanto. Tenho sido mais empurrada pelo artifício do hábito. Ou será do erro sistemático? Ambos, talvez. Quase não há atritos a me parar! Se por acaso um gênio livre me guia, por que me aporrinhar com escleroses prematuras?
Também o céu moderno me causa felizes arrepios. Não corro para liberar minha contentação, que agora se torna escultura? O céu moderno inspira! Mesmo sendo igual ao que é, ele dá sempre uma nova luz. A vida repele com horror todo esquema burocrático. Ainda agora, flashs preparam lá no alto a dança feérica. Seres gigantes e disformes dançam cheios de vida, às custas do sossego das criaturas frágeis. Vejo-os no álbum animado celeste. Daqui do centro da minha vida, que por acidente agora é minha casa.
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Que dizer dos traços enérgicos, rumo à estabilidade do belo? Homero já demonstrou que uma alma gentil é mais importante que uma visão aguda. Importa demais a idade? As águias breves jamais desfrutaram da nossa aurora rósea, a surgir matutina. Como são parte do cenário do mundo, elas não o aproveitam desde fora. Assim é com toda a alma que não for gentil. Está condenada à triste e desesperançada imanência. Serão um tênue sussurro, como os espíritos que Ulisses uma vez viu.
